22 janeiro 2013

O que queremos?

Imagem em formato A2
Seguidamente nos perguntam "o que vocês querem? Por que não ficam quietos, já conseguiram a preservação das árvores da rua. Por que apoiam ações e movimentos em outros locais da cidade e até distantes de Porto Alegre?"
Acreditamos que a adaptação de uma arte que prega uma "Campanha Nacional de Arborização Urbana", mostrada no Ato Público em Defesa das Árvores da rua Anita Garibaldi, é a melhor reposta para essas perguntas.
Angela Tavares, moradora do bairro Bom Fim
Haroldo Hugo, morador do bairro Floresta
Eneder Oberst, moradora do bairro Petropólis
A importância das árvores urbanas no sequestro do carbono
O papel dos espaços verdes das cidades no sequestro do carbono era ainda muito desconhecido e subestimado. A promoção de árvores nos espaços verdes urbanos pode ser a medida chave para os objetivos de redução de emissões de carbono.
As árvores urbanas desempenham um papel muito mais relevante na fixação de carbono da atmosfera do que, mesmo cientificamente, tem sido considerado. O recente estudo para quantificar o carbono fixado pela vegetação urbana foi ainda um projeto pioneiro e revelou a verdadeira importância deste papel da vegetação nas cidades.
O trabalho realizado no Reino Unido, sugere que a vegetação urbana pode ser a chave para o cumprimento das metas ambiciosas de redução das emissões de CO2. Os resultados obtidos demonstram que a vegetação urbana fixa cerca de 3,16 kg de carbono por m2. A grande maioria do carbono é fixo nas árvores e principalmente nas árvores de grande porte.
Fonte: Guardian

http://goncalodecarvalho.blogspot.com.br/2011/07/rua-goncalo-de-carvalho-na-tv-camara.html

11 janeiro 2013

Por que algumas pessoas resistem?

No dia 10 de janeiro aconteceu um Ato de Protesto na Rua Anita Garibaldi.
Foi um Ato Público de Protesto contra uma discutível obra viária na Anita Garibaldi com Carlos Gomes e em Defesa das Árvores que serão removidas (cortadas) para que a obra seja feita.
Moradores da rua Anita Garibaldi e defensores do Meio Ambiente promoveram o Ato por redes sociais, listas de e-mails e contatos pessoais.
Na hora marcada, fim da tarde, percebeu-se que a grande maioria que havia confirmado participação, alguns de maneira muito enfática, não apareceu. Alguns passavam de carro, buzinando e apoiando em palavras, mas ninguém desceu do carro ou de seu apartamento para defender algo em que também acreditam.



Por que tantos se omitem?
Muitos mandam mensagens apoiando a causa, incentivam dizendo "estamos com vocês, é um crime o que farão com as árvores", mas na hora H ficam apenas olhando de longe ou acompanhando pela internet.
Infelizmente isso não é novo e está ficando cada vez mais corriqueiro. Todo dia acontece algo assim.
Em 2005/2006, quando estávamos lutando pela preservação das árvores da Gonçalo de Carvalho, também acontecia conosco. Nunca conseguimos reunir 100 residentes da Gonçalo para fazer um abraço simbólico, da entrada do shopping até a rua Santo Antônio. Muitas de nossas manifestações públicas tinham a presença de apoiadores de outros bairros, especialmente Moinhos de Vento e Petrópolis, inclusive de bairros e vilas carentes de Porto Alegre.
Com a globalização da informação, graças a internet, é mais cômodo apoiar virtualmente algo que está ocorrendo no outro lado do mundo que sair de casa e ir apoiar os que estão na esquina defendendo também os nossos direitos?


Vivemos um mundo cada vez mais egoista e consumista, onde o que realmente importa para muitos é a novidade tecnológica, os conceitos estranhos que a grande mídia e seus poderosos anunciante impõem na mente do cidadão, que hoje nem é mais um verdadeiro cidadão, apenas um consumidor de bugigangas modernas, consumidor manobrável, sem nome, sem endereço e sem responsabilidades com as gerações futuras.


Em 2008/2009 estávamos lutando contra um complexo imobiliário na orla do Guaíba e veio um e-mail de apoio da Europa, nele vinha o link para um vídeo do José Saramago no YouTube e um comentário mais ou menos assim "até parece que o José está mandando esse recado para vocês de Porto Alegre. Resistam!"
Esse vídeo já foi postado aqui algumas vezes, mas vale a pena postar novamente em homenagem aos Resistentes da Anita Garibaldi.



Mais informações sobre problemas técnicos na "obra" da rua Anita Garibaldi: Trincheira da Anita

*Fotos de Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho


11 de janeiro de 2013 - Dia do Controle à Poluição por Agrotóxicos


“Se soubesse que o mundo acabaria amanhã, assim mesmo, ainda hoje, plantaria uma árvore” (Martin Luther King Jr.)


”Não há motivos para a comemoração do controle da poluição por venenos agrícolas, mas sim para refletirmos sobre benefício que ele traz compensa os impactos negativos que causa”.

No RS, o campeão de contaminação em 2012 foi o pêssego

O despertar da cidadania é um dos mais libertários momentos da vida de crianças, jovens e adultos. É quando a noção de direitos e deveres transcende meros interesses individuais para traduzir uma nova visão de mundo, que reflete a responsabilidade de cada pessoa na construção de valores coletivos plenos, plurais e democráticos que assegurem o bem-estar humano e o respeito a todas as formas de vida em suas mais variadas manifestações.

Entre esses valores coletivos se consagram o direito que todos temos a um meio ambiente saudável e igualmente o dever ético, moral e político de preservá-lo para às presentes e futuras gerações. A consolidação desse princípio como ato de cidadania, condição essencial para construirmos uma sociedade sustentável em nosso país, impõe uma tarefa educacional, inadiável e primordial, que aproxime às informações da população, desde a sua mais tenra idade, estimulando-o a se manifestar como força capaz de liderar mudanças, que se fazem urgentes e necessárias, nos padrões de desenvolvimento do país. Infelizmente, ainda sobrevive entre nós o mito da abundância e da inesgotabilidade dos recursos naturais. É forçoso reconhecer que o consumismo adquiriu uma perigosa e equivocada condição de valor social, cuja dimensão assumiu contornos preocupantes em uma sociedade que ainda não aprendeu a relacionar as suas atitudes individuais ou coletivas de consumo à produção, à degradação ambiental e à consequente qualidade de vida das pessoas.

Dessa forma, o Desenvolvimento Sustentável deve ser utilizado como um efetivo instrumento de política pública consistentemente construída, dirigida e coordenada pelos atores governamentais, a quem compete orientar as dinâmicas pedagógicas voltadas para despertar a consciência ambiental dos brasileiros. Nesse sentido, deve servir de base para as ações nas atividades de capacitação de agentes multiplicadores e de educadores em todo o país, permitindo reforçar as iniciativas dos atores no desenvolvimento de habilidades didático-pedagógicas que ensejam aos seus usuários, promover um vínculo mais saudável entre os seres humanos e a natureza, a partir da perspectiva cidadã de respeito ao meio ambiente, inserido no contesto de suas próprias vivências, valores e perspectivas culturais, sociais, econômicas e ambientais.

No Fórum Mundial de Educação realizado em Dakar em 2000, um documento que ficou conhecido como Compromisso de Dakar considerou a educação para a sustentabilidade ambiental “um meio indispensável para participar nos sistemas sociais e econômicos do século XXI afetados pela globalização”. Este espírito converge com o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, construído pela sociedade civil no Fórum Internacional de Organizações Não Governamentais e Movimentos Sociais desde a ECO-92, realizada no Rio de Janeiro.

A ampliação de uma Educação para a Sustentabilidade Ambiental é reforçada quando as Nações Unidas, por meio da resolução 57/254, declarou a década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável - 2005 a 2015.

Os venenos agrícolas não foram inventados para a agricultura e nem demandados pelos agricultores, são biocidas de guerra. Anualmente vislumbramos os problemas ocasionados onde cerca de três milhões de pessoas se intoxicam pelo uso indiscriminado dos venenos agrícolas, mais de 220 mil morrem. Isto significa 660 mortos por dia, 25 mortes por hora.