02 março 2011

Protestavam e gritavam: NÃO FOI ACIDENTE.

Protesto contra o atropelamento coletivo de ciclistas e contra a violência no trânsito em Porto Alegre.



Nessa terça-feira aconteceu um grande ato de protesto em Porto Alegre com mais de 2 mil participantes.
Iniciou no Largo Zumbi dos Palmares (Largo da Epatur), circulou por ruas do bairro Cidade Baixa (onde aconteceu a tentativa de homicídio de dezenas de ciclista na sexta passada) e encerrou no Paço Municipal onde, depois de muito insistirem, foram recebidos por um secretário do governo municipal.
O ato aconteceu em bom momento, pois já se escutavam pessoas tentando "justificar" a reação do indivíduo que arremessou seu carro de 1 tonelada contra um grupo de ciclistas. Afinal, escutou-se em emissoras de rádios, os ciclistas estariam "atrapalhando o trânsito", bicicletas "andam devagar", as pessoas (motoristas) tem "pressa" para circularem... O pior é que, mesmo dizendo que isso não justificaria a tentativa de agressão, alguns comunicadores não parecem entender que as bicicletas tem o direito de também circularem na cidade.

Nada pode justificar a barbárie ocorrida na sexta-feira passada!

As cidades existem para as pessoas que nelas vivem, não para privilegiar as conduções de algumas pessoas, especialmente as de maior poder econômico.


O problema da violência no trânsito não é causado pelas bicicletas e pelos ciclistas do Massa Crítica. Voltemos um pouco no tempo, quando o carro não era o "Rei da cidade", as pessoas não tinham medo de atravessar as ruas, como hoje ocorre. As ruas eram de todos, não apenas dos carros. Mas os carros estão entupindo as cidades, ocupam todos os espaços, a quantidade de carros em Porto Alegre cresce anualmente mais que a população. E quando eles perdem a preferência nas ruas, perdem poder. Seus motoristas sentindo-se impotentes, ficam com raiva e atacam com mais ferocidade.  O carro é o grande PREDADOR das nossas cidades, mesmo as menores.


Está na hora de muita gente parar para pensar um pouco...


Veja mais no Porto Alegre RESISTE: Grande protesto em Porto Alegre
Mais informações sobre o Massa Crítica: http://massacriticapoa.wordpress.com/

26 fevereiro 2011

Porto Alegre, a cidade dos automóveis que odeiam bicicletas


(Vídeo do momento do atropelamento dos ciclistas)


Grupo de ciclistas são criminosamente atropelados no bairro Cidade Baixa


Do Blog Cão Uivador:

Barbárie em Porto Alegre

Na tarde dessa sexta-feira (a última do mês, como é tradicional, e também acontece em São Paulo), aconteceu mais uma Massa Crítica em Porto Alegre, em que ciclistas se reúnem e pedalam por várias ruas, de modo a lembrar que eles também são o trânsito (ao contrário do que diz a mídia, que eles “atrapalham o trânsito”). E também serve para chamar a atenção para a situação que eles vivem: para pedalar com segurança, só assim, em grandes grupos.
Na verdade, nem assim. Na tarde dessa sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011, a Massa Crítica foi vítima de uma tentativa de assassinato na Cidade Baixa. Um motorista simplesmente avançou por cima de todo mundo com 
sua arma
 seu carro, resultando em vários feridos e em uma justíssima revolta por parte dos ciclistas e das testemunhas da barbárie.
Blog do Massa Críticahttp://massacriticapoa.wordpress.com/

15 fevereiro 2011

BANHADOS - Ecossistemas degradados

Texto enviado pelo engenheiro agrônomo Julio Cesar Rech Anhaia

[...] reservatórios de água, proteção contra tempestades e mitigação de secas, controle da estabilização de margens de rios e lagoas e da erosão do solo, elementos estabilizadores entre os fluxos de águas de superfície e dos lençóis freáticos, fatores de purificação da água, enquanto retentores de nutrientes, de sedimentos e de poluentes, e, em particular, como elemento de estabilização de climas locais, por meio de sua influência nos regimes de chuvas e da temperatura (SOARES, 2001).
Áreas Úmidas são áreas de terra submersa ou saturada com água, seja natural ou artificial, permanente ou temporária, aonde a água é parada ou corrente, doce, salobra ou salgada. Áreas dominadas por água, a serem consideradas, incluem diferentes tipos de Áreas Úmidas costeiras, pântanos, lagoas, lagos, rios e represas

A palavra “banhado” é utilizada principalmente no Rio Grande Sul e provém do termo espanhol “bañado”, devido à influência dos países que fazem fronteira com o Estado, geralmente é usado para especificar várias classes de áreas úmidas, entre as quais destacamos planícies de inundações e formações palustres. Três critérios devem ser usados na identificação de áreas úmidas: presença de água, desenvolvimento de plantas aquáticas e presença de solos hídricos.

A definição de áreas úmidas mais aceita internacionalmente foi proposta na Convenção de Ramsar em 1971: “extensões de brejos, pântanos e turfeiras, ou superfícies cobertas de água, sejam de regime natural ou artificial, permanentes ou temporárias, estancadas ou correntes, doces, salobras ou salgadas, incluídas as extensões de água marinha cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”.

Caracterizam-se pela presença de água, que cobre parte significativa de sua área total, saturando os sedimentos e criando condições de solo encharcado, geralmente, em um ambiente redutor, que permite apenas o desenvolvimento de espécies vegetais adaptadas a essas condições. Estes contribuem com grande porcentagem da produção biológica global, desempenhando funções essenciais para a manutenção dos recursos hídricos.

Os banhados possuem funções ecológicas importantes para a manutenção do equilíbrio das regiões em que se desenvolvem. Essas funções incluem a produção de alimentos, a conservação da biodiversidade, a sustentação das atividades pesqueiras, a contenção de enchentes, o controle da poluição e o potencial como áreas de recreação.

Os ecossistemas conhecidos como banhados são corpos d’água rasos de grande importância ecológica, embora apenas recentemente isso começasse a ser reconhecido. Além de servirem de habitat para uma diversidade de espécies de seres vivos e constituírem áreas de transição entre ambientes aquáticos e terrestres, os banhados ainda são responsáveis pela atenuação de cheias, melhoria da qualidade da água e recarga/descarga de águas subterrâneas.