11 agosto 2010

A denúncia vem de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro

Isso é PODA?

Mensagem recebida por e-mail:

Vídeo denuncia poda radical em Petrópolis, Cidade Imperial

Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho,

Em primeiro lugar parabéns por essa bela rua e pela vitoriosa luta na preservação de um patrimônio que não é só dos gaúchos mas de todos os brasileiros.

Vendo o site de vocês e a experiência vivida na defesa das belas árvores, gostaria de compartilhar com vocês um tema que, por aqui, só nos entristece.

A poda radical está descaracterizando por completo as árvores de Petrópolis. Antes frondosas e bonitas, as espécies que sobrevivem as podas estão ficando com a folhagem rala e galhos espaçados. Precisamos que os especialistas opinem sobre o assunto para ajudar a nossa população a enfrentar essa ameaça ao patrimônio da Cidade Imperial.

Esse é o objetivo do vídeo "Isso é poda?" que convidamos vocês a assistirem em nosso canal no Youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=J5jMnb9pW0o

Junto com o vídeo estão informações sobre a situação atual. Opinem sobre as imagens, comentem e, principalmente, divulguem esses fatos para que possamos encontrar uma salvação para nossas árvores.

Forte abraço em nome da equipe da Televisual!

Heber Lobato Jr.
www.televisual.com.br
www.youtube.com/televisualfilmes
www.twitter.com/TelevisualFilms
 
Eis o excelente vídeo-denúncia:

09 agosto 2010

''Fuga'' de plantas transgênicas


Detectada nos Estados Unidos a maior ''fuga'' de plantas transgênicas

O mais provável é que tenham sido sementes que caíram de um caminhão, ainda que não se possa descartar que tenha sido uma simples polinização. O caso é que o campo de Dakota do Norte está repleto de canola transgênica, segundo acaba de descobrir uma equipe da Universidade do Arkansas.

A notícia é do jornal El País e reproduzida pelo portal UOL, 09-08-2010.

Ao todo, 80% das plantas analisadas tinham genes introduzidos artificialmente. O tamanho da fuga “não tem precedentes”, disse Cynthia Sagers, ecóloga da Universidade que dirigiu o trabalho.

Em 20 anos de cultivos transgênicos – sempre muito regulados – houve alguns casos desse tipo de contaminação no meio ambiente no Reino Unido, Japão e Canadá, mas sempre em pequena quantidade e normalmente próximo de portos ou estradas por onde passaram as sementes modificadas geneticamente. Mas esta é a primeira vez que isso acontece nos Estados Unidos (o principal produtor deste tipo de cultivos, com quase 50% da safra mundial), e sobretudo, de uma forma tão ampla.

A prova definitiva de que este tipo de fuga não é recente é que existem dois tipos de canola transgênica, uma da Monsanto resistente a um herbicida (glifosfato) e outra da Bayer resistente a outro (glufosinato). Mas, além disso, foram encontradas duas plantas com ambos os genes, o que indica que houve tempo para que as plantas dos dois tipos cruzassem.

Reações
A descoberta reabriu o debate entre os defensores e os críticos da tecnologia de transgênicos, que é muito criticada na Europa. Para os primeiros, o fato de que estas plantas tenham convivido com as naturais por bastante tempo no meio ambiente e não tenham sido detectadas por produzir algum tipo de efeito no entorno é uma prova de que são cultivos que não apresentam nenhum perigo.

Mas os ecologistas dizem que esta descoberta é uma mostra de que, por mais restrições que se coloquem, não há como evitar que um erro facilite a mistura desses cultivos com os naturais, e sua abundância mostra que elas têm vantagens ao competir com as plantas silvestres. Além disso, afirmam que a canola capaz de sobreviver a dois dos herbicidas mais conhecidos é um risco para outros cultivos.

Fonte: IHU
Matéria no El País, aqui

Vale a pena ler: Transgênico cruzou com planta silvestre na Inglaterra

03 agosto 2010

Tem muita gente que se acha moderna

Saudades de Berlim                         
Juremir Machado da Silva*
Eu já morei em Berlim. Estou com saudades. Meu amigo Erick Felinto casou-se com a Fernanda e está por lá. Tuitou esta informação: "Fecharam a Kudamm e a Kantstrasse e o pessoal está correndo nas ruas de noite... Muito legal". Aqui, à noite, nas ruas, corre-se de ladrão e da Polícia. A Europa devastou suas florestas, construiu grandes cidades, bancou guerras e, por experiência, redescobriu a necessidade de devolver às cidades aos seus habitantes. Nos meus vários anos no Velho Continente, algo sempre me chamou a atenção: aquilo que era considerado ultrapassado aqui, era moderno lá - trens, bicicletas, piqueniques, vestidinhos confortáveis para as mulheres, nada de tudo colante, sapatos baixos, silêncio, preferência ao pedestre, médico de família, o Estado a serviço de todos os cidadãos, greves, etc.

A nossa modernidade é a pré-modernidade dos europeus: construir arranha-céus à beira dos rios, devastar a natureza, privilegiar os automóveis, estado mínimo, cidades cada vez maiores, os negócios acima de tudo, de qualquer limite, do interesse público. Dado que a Europa praticou tudo o que agora condena, queremos ter o direito de fazer o mesmo. Em lugar de aprender com o passado dos outros, desejamos repetir os erros dos outros para assegurar a fortuna de alguns às custas dos demais. Moderno hoje não é fazer condomínio de luxo nas poucas áreas verdes privilegiadas que restam em cidades como Porto Alegre. Moderno é ser ecologista. Tem muita gente que se acha moderna e, por isso, torce o nariz para bicicletas quando está por aqui, mas, ao chegar em Paris, acha lindo passear romanticamente sobre duas rodas.

Em nossas cidades, o carro é rei. Os muito ricos vão morar cada vez mais longe, paradoxalmente, para se ver livres das áreas de maior circulação, ficando escravos dos seus veículos cada vez mais caros e estilosos. Degradam as zonas centrais e viajam todo dia para encontrar o que ainda resta de natureza. A regra simples: amam a natureza, desde que isso não atrapalhe os negócios. É a vanguarda do pré-capitalismo. Um atraso. Rentável. É gente que se acha moderna por pilotar veículos altamente poluentes e inúteis e por ganhar muito dinheiro tentando imitar a estética brega de Dubai ou de Miami. Nenhuma obra arquitetônica tornará as áreas verdes, na Capital gaúcha, mais belas do que elas são ao natural. Porto Alegre será muito moderna se conseguir preservá-las e transformá-las em lugares para se correr à noite. Ser moderno é ter transporte coletivo de qualidade. A modernidade começa com metrô subterrâneo.

A modernidade prossegue com trens de grande velocidade, com transporte ferroviário de mercadorias e com executivos indo trabalhar de bicicleta. Porto Alegre será moderna quando alguém puder correr à noite na Rua da Praia sem ser suspeito de coisa alguma. Antes da crise americana de 2008, a vanguarda do pré-capitalismo brasileiro adorava anunciar a falência da Europa. Alguns vibram agora com a crise grega, esperando que seja o começo do fim da Europa do Bem-Estar Social. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Obama conseguiu finalmente modernizar a saúde dando proteção estatal aos cidadãos.
* Jornalista e escritor
Fonte: jornal Correio do Povo, 03/08/10

Notícia da edição impressa do Jornal do Comércio – 30/07/2010:

Prefeito veta 60 metros de proteção para orla do Guaíba

Fernanda Bastos

Terminou nesta quinta-feira o mistério sobre os vetos do prefeito José Fortunati (PDT) ao projeto de lei de revisão do Plano Diretor de Porto Alegre, sancionado na semana passada. Os 50 destaques do prefeito à matéria foram publicados no Diário Oficial do Município desta quinta-feira.
Um dos vetos que deve gerar polêmica atinge a emenda de autoria do vereador Airto Ferronato (PSB), que fixava uma faixa mínima de preservação de 60 metros nas margens do Guaíba. A regra seria aplicada entre a Usina do Gasômetro e o limite do bairro Lami. Nessa parte da orla, deveriam ser construídos apenas equipamentos públicos com acesso à população, como ciclovias, praças e quadras esportivas, além de uma avenida.
O supervisor do Planejamento Urbano e coordenador do trabalho dos técnicos da Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), que apresentaram ao prefeito um parecer sobre a redação final da revisão, engenheiro José Luiz Fernandes Cogo, relata que o veto foi sugerido pela equipe porque o artigo tratava da mesma forma pontos extremos da orla, sem levar em conta as características de cada local.

O restante do texto aqui:
Fortunati veta proteção para orla do Guaíba, aprovada no PDDUA

e aqui:

Novo Plano Diretor de Porto Alegre não evita construções na orla do Guaíba