01 junho 2006

Ainda sobre o terreno da CORLAC

Lendo a coluna do Fernando Albrecht, no Jornal do Comércio do dia 11 de maio, cabe uma pergunta: o Leiteiro Anônimo terá mais força que as árvores da Gonçalo de Carvalho?

Monumento ao Leiteiro

Novela interessante é a da antiga Corlac, na Carlos Von Koseritz, que serviria para abrigar o Teatro da Ospa, por exemplo, o que já foi especulado várias vezes. O Estado ainda não consegue dispor da área porque ela está penhorada e, pior, alguém da administração passada teve a luminosa grande idéia de tombar o prédio. Vai ver, alguém quis fazer por lá algum Monumento ao Leiteiro Anônimo.

Publicado na coluna de Fernando Albrecht, Jornal do Comércio.

OSPA na antiga CORLAC?

Nova Ospa
Pelo que se comenta em alguns círculos, estaria aprovada a idéia de se construir o novo Teatro da Ospa nas dependências da antiga Corlac, na Carlos Von Koseritz. O local é amplo. E a vantagem é que não precisa desapropriar. A área já pertence ao Estado.

Publicado na coluna de Fernando Albrecht (Jornal do Comércio)


Para relembrar o caso, acesse a página do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

29 março 2006

E-mail repassado pelo Nestor Nadruz

Sr. Nestor !

Li, com muita atenção, o seu artigo publicado no "Jornal do Comércio" desta data, 29/03/2006, sob o título : "Por que se calam ?" Confesso que não entendia, perfeitamente o motivo do confronto entre os favoráveis e os desfavoráveis à instalação de um teatro para a OSPA, no prédio que abriga o Shopping Total.

Em dez/2005 escrevi o artigo "OSPA", o qual envio para o seu conhecimento. Vamos acompanhar o desdobramento do impasse.

Um abraço.

INDIO.


OSPA

Lendo a reportagem de Flávio Pereira “Comunidade do bairro Floresta não abre mão do novo Teatro da Ospa”, publicada em “O SUL” do dia 04/12/2005, uma linha própria de raciocínio cruzou a minha mente com referência ao momentoso assunto.

Na maioria das situações existem posições favoráveis e posições desfavoráveis. São raros os assuntos que dizem respeito a uma comunidade em que há unanimidade.

Pois, na aludida reportagem, referindo-se ao risco de perder a oportunidade de trazer a Ospa para o bairro, o presidente da Associação dos Moradores da Rua Cristóvão Colombo, Sr. Carlos Alberto Rigotti, afirma: “Em determinado momento, chegamos a temer por esta conquista, na medida em que algumas manifestações egoistas, de pessoas preocupadas em preservar interesses pessoais, vinham criando obstáculos.” O citado lider comunitário fala de uma pesquisa entre os moradores da região sobre o assunto : “A nossa associação fez uma enquete preliminar e, entre 760 moradores ouvidos, apenas sete não votaram a favor. Estes, porém, manifestaram-se indiferentes à construção do teatro na área do shopping”.

Pergunto: se apenas sete moradores não votaram a favor do projeto e mantiveram-se indiferentes, onde estão os “egoistas” citados pelo presidente da associação ? Não foram ouvidos ? O fato de deixá-los à margem da pesquisa , não é uma forma de “egoismo” ?

Não sou morador do bairro e sou totalmente indiferente quanto ao local onde a sede da Ospa será instalada. Penso que deva ser feita uma pesquisa na área de abrangência do bairro e a idéia vencedora concretizada.

Um teatro para a Ospa significa um ponto de confluência de eventos culturais. A população, na maioria das vezes, é favorável a essa idéia. O que contraria e amedronta moradores é a instalação de estabelecimentos barulhentos e presídios nos limites dos bairros residenciais.

Para encerrar, seria interessante que a coletividade soubesse que interesses pessoais seriam preservados com a não implantação do Teatro da Ospa na área do Shopping Total. Há vezes em que interesses pessoais são de extrema justiça e suplantam a vaidades de um coletivismo artificial e narcisista que pode estar acontecendo. Talvez não esteja mas, pode estar.

INDIO GUILHERME BAUER