04 dezembro 2013

Defensoria Pública do RS atuará nas demandas ambientais

Mais uma ação vitoriosa da cidadania gaúcha
Defensoria Pública do RS atuará nas demandas ambientais coletivas


No dia de ontem, 03 de dezembro de 2013, entidades e ativistas foram recebidas na Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, entregaram documento onde é solicitada a atuação da Defensoria em demandas coletivas relacionadas ao Meio Ambiente. Fomos muito bem recebidos e o Defensor Público-Geral, Nilton Arnecke Maria, afirmou que a Defensoria Pública atuará nas causas Ambientais. 
Pelo que sabemos, isso é inédito no Brasil.

Defensor Público-Geral, Nilton Arnecke Maria

Disse o Defensor Público-Geral: "a Defensoria Pública do RS existe para servir a cidadania. Sim, vamos atuar também nas demandas ambientais!"

Dr. Arno Carrard falou em nome das entidades

Foi mais uma ação pioneira da nossa cidadania, sob a coordenação do advogado Arno Carrard. 
Em 12 de junho de 2008 foi iniciada uma ação junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul para discutir a implementação no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul de Câmara de Varas e JECs especializadas em problemas ambientais, no âmbito cível e criminal.
Leia mais aqui: 
Audiência no Tribunal de Justiça
RS terá Varas Ambientais
Isso culminou com a aprovação no dia 9 de março de 2010 na ampliação da competência da 9ª Vara Criminal, da 3ª Vara Cível e do 3º Juizado Especial Criminal, todos da Comarca de Porto Alegre, para, cumulativamente com as demais matérias, processarem e sentenciarem as ações relativas à área ambiental. A decisão unânime foi do Conselho da Magistratura, sob a presidência do Desembargador Leo Lima.
Leia mais aqui: 
Varas e Juizado Especial Criminal serão especializadas em meio ambiente na Capital


Este é o documento entregue ao Defensor Público-Geral do Rio Grande do Sul:


PEDIDO DE APOIO PARA DEMANDAS DESTINADAS À TUTELA COLETIVA, ATINENTES AOS DIREITOS DE NATUREZA DIFUSA, ESPECIALMENTE LIGADOS AO MEIO AMBIENTE.

Os signatários do presente documento, pessoas físicas e entidades voltadas em prol da luta em favor da preservação do meio ambiente e demais interesses difusos, têm a honra de submeter à elevada consideração de Vossa Excelência postulação com o escopo de obter o indispensável apoio dessa prestimosa instituição estadual, em busca de um esforço conjunto destinado à prestação de orientação jurídica, judicial e extrajudicial, bem como a defesa dos valores aludidos em todos os graus, nos termos do art. 5º, inciso LXXIV da Carta Magna da República.

Enfatizam os subscritores que se postam num trabalho incessante alinhado ao programa global que vêm mobilizando os organismos internacionais, liderados pela Organização das Nações Unidas, Organização dos Estados Americanos, a União Europeia, estes pontificando todos os redutos espalhados pelo planeta e que são movidos pela consciência de tratar-se de questão extremamente importante e grave, porquanto traz o significado da sobrevivência humana.

Entrementes, nos limites geográficos do Estado do Rio Grande do Sul, acumulam-se cada vez mais os atos de degradação ambiental, como consequência não só dos tentáculos de ambições e insensibilidade dos que exploram a natureza, mas, no mesmo nível o despreparo, a desídia e as manipulações políticas de autoridades que teriam a incumbência de impor o devido respeito. Em contraposição, os movimentos defensivos mencionados, carecem da necessária estrutura para conduzir os pleitos judiciais, coincidentemente neste difícil momento que vem sendo submetido o aparato judiciário no País.

Em verdade, já foi dado um grande passo neste mesmo sentido, tendo em conta a compreensão do colendo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, em atenção à iniciativa de ambientalista gaúchos, num certo pioneirismo, instituiu Câmara e Varas especializadas na área ambiental que vêm operando com o desempenho desejado, considerando terem sido implantadas em tempo recente.

Portanto, Excelência, sendo a Defensoria Pública definida como essencial à jurisdição do Estado, por conseguinte da sociedade brasileira, felizmente no Rio Grande do Sul, a instituição se revela com toda a eficiência e abnegação, correspondendo à expectativa que lhe tributa a comunidade estadual, entendem os signatários ser justo e de direito, reivindicar sua proteção nas demandas que, de caráter coletivo, sejam destinadas a escudar as impostergáveis responsabilidades que cabem a todos os cidadãos. Dispensável enunciar que nos quadros dos propugnadores da preservação ambiental, invariavelmente, todos são pessoas de modestos recursos pessoais, insuficientes para arcar com despesas judiciais, flagrantemente desproporcionais comparados com as forças detratoras desse bem natural. Ademais, a complexidade dos processos aumenta cada vez mais e isso exige um aparato de defesa bem estruturado, e respeitado como é a Defensoria Pública do Estado.

Em assim sendo, confiantes de que este pedido de apoio converge com os postulados insertos na Constituição do Brasil, na política do Estado, e no mister abraçado pela Defensoria Pública, pedem a Vossa Excelência se digne de determinar sejam procedidos estudos e providências, a fim de que esse Órgão passe a contar com um departamento ou setor, em condições de recepcionar e desenvolver essas tarefas de forma ágil como tem sido apanágio da conduta dessa instituição.

Cordialmente
Porto Alegre, 03 de dezembro de 2013.
(Assinam diversas entidades e ativistas da causa ambiental)

Final do encontro na Defensoria Pública do RS





Fotos de Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

14 novembro 2013

O Sr. Gonçalo de Carvalho

No livro Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editado em 1913 e impresso na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, uma foto e dados do comerciante Gonçalo de Carvalho.
A obra teve como diretor principal Reginald Lloyd, participando os editores ingleses W. Feldwick (Londres) e L. T. Delaney (Rio de Janeiro); o editor brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador londrino Arnold Wright. Ricamente ilustrado (embora não identificando os autores das imagens).


"O sr. Gonçalo H. de Carvalho nasceu em 1853, em Cachoeira, Rio Grande do Sul, onde foi educado; esteve no Rio de Janeiro durante quatro anos; voltou em 1868 ao Rio Grande do Sul, e foi durante sete anos empregado em uma casa comercial. Estabeleceu-se por conta própria em 1875 no ramo de miudezas de toda a sorte, que importa da Inglaterra, França, Alemanha, Suíça e outros países da Europa e da América do Norte. Faz negócios por todo o estado, para o que mantém sete viajantes. O prédio onde se acha estabelecida a firma é próprio e avaliado em Rs. 200:000$000.. O sr. Carvalho é membro dos principais clubes locais." (Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editado em 1913).

05 novembro 2013

Transgênicos, a coexistência impossível

Os transgênicos, sem fazer muito barulho, estão cada vez mais presentes em nossas vidas, desde a lavoura dos produtores até ao prato dos consumidores.
Lavouras convencionais e mesmo as ecológicas, estão sendo contaminadas pelos transgênicos!
Produtores ecológicos não apenas perdem dinheiro por não poderem comercializar produtos contaminados como ainda correm o risco de serem cobrados pelas grandes transnacionais que são as "proprietárias" das sementes transgênicas.
Muito bom o documentário (em catalão, legendado em espanhol) sobre os conflitos causados pelos Organismos Geneticamente Modificados.

Los transgénicos, sin hacer mucho ruido, están cada vez más presentes en nuestras vidas; desde el campo del productor al plato de los consumidores. Basado en la experiencia local de Cataluña y Aragón, este documental explora los distintos nodos de acción de los transgénicos (el consumo, la salud, el conocimiento, el sistema productivo, el entorno) y expone el conflicto que se desata cuando esta nueva biotecnología impide el desarrollo del modelo ecológico alternativo de producción y consumo. 

Producido y dirigido por: Colectivo Serindípia