Ativistas NÃO SÃO BANDIDOS!
Porque a Brigada Militar os tratou como se fossem?
Apenas querem preservar árvores e deixar uma vida melhor para as próximas gerações!
Vídeo com trechos de telejornais que mostram cenas do corte inicial em 6 de fevereiro, impedido pela subida nas árvores de jovens, audiência pública e a vergonhosa ação da prefeitura e Polícia Militar na madrugada do dia 29 de maio de 2013. Os jovens dormiam, nenhum reagiu, mas foram algemados, presos e expostos como bandidos.
Às 4,20 da madrugada do dia 29 de maio, a Brigada Militar do
estado do Rio Grande do Sul com mais de 200 homens de suas tropas de
elite, inclusive cavalaria,
invade o acampamento dos ativistas em Defesa das Árvores, prendem e algemam 27
jovens ativistas, atiram os pertences dos acampados em um caminhão e a prefeitura municipal
de Porto Alegre inicia imediatamente o corte das árvores. Curiosamente a prefeitura não
respeita a Lei do Silêncio que TODOS são obrigados a cumprir, mas isso
não surpreende ela já não havia apresentado alternativas para uma obra, exigível para o licenciamento ambiental, que
com a "desculpa" da Copa do Mundo cortaria mais de uma centena de
árvores. As propostas que entidades ambientalistas apresentaram, nem
foram consideradas, mesmo tendo CUSTO ZERO para a prefeitura. O que
realmente há por trás disso? Apenas teimosia de nosso executivo
municipal ou algo que só muito mais adiante teremos uma visão mais
clara?
 |
Jovens impedem a continuidade dos cortes em 6 de fevereiro
Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho |
A obra de alargamento das vias não solucionarão o alardeado engarrafamento (que não
existe) de tráfego, mas corta árvores que propiciam melhor qualidade de
vida para a cidade. Cada uma das árvores de grande porte cortadas
captura carbono de 100 carros ao dia! A prefeitura arranca os "filtros
naturais" que combatem a poluição e pretende colocar mais carros nas
vias. Isso é realmente "progresso"?
 |
No dia 6 de fevereiro 14 árvores foram cortadas antes da ação dos ativistas
Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho |
A
prefeitura municipal de Porto Alegre havia desistido no dia 29 da Ação Judicial que dera 48h para os
ativistas desocuparem o local, então sob que ordens a Brigada Militar atuou? Ordens da
prefeitura ou do governo do estado? Até o presente momento o governo do estado silencia, não emitiu nenhuma esclarecimento sobre o ocorrido nem para tentar justificar "operação de guerra" de sua polícia militar. Desde o dia 30 de maio pedimos esclarecimentos ao governo do estado e nenhuma resposta recebemos, talvez por constrangimento.
 |
Protesto contra o corte de árvores no dia 7 de fevereiro, na Praça Júlio Mesquita
Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho |
A ação na madrugada do dia 29 de mais foi mais que uma Operação de Guerra, um planejamento típico de crime, como nos filmes de gangsters.
 |
Jovens acampados e ambientalistas discutem problemas ambientais
e a importância das árvores na captura de carbono, em 20 de abril, no acampamento
das árvores - Foto: Cesar Cardia/Amigos da Gonçalo de Carvalho |
 |
Jovens foram levados para sede de batalhão da Brigada Militar
e só foram liberados perto das 9h da manhã do dia 29 de maio
Foto: Cesar Cardia/Amigos da Gonçalo de Carvalho |
Nada justifica a maneira como trataram os ativistas, como se fossem
perigosos bandidos,
eles NÃO SÃO BANDIDOS, são nossos HERÓIS e temos
muito ORGULHO deles!
 |
Os jovens detidos, antes de assinarem "termo circunstanciado"
Foto: Cesar Cardia/Amigos da Gonçalo de Carvalho |
 |
Depois de liberados foram recolher seus pertences que estavam
amontoados como "lixo" em um caminhão da prefeitura municipal de Porto Alegre,
que por ironia era da Secretaria do Meio Ambiente
Foto: Cesar Cardia/Amigos da Gonçalo de Carvalho |
Não nos calarão. Vivemos em um
regime democrático e temos o direito de lutar pela vida e pela
preservação ambiental. Se a grande mídia silencia ou distorce nossos
argumentos, estamos pedindo auxílio na mídia do exterior, mídia
alternativa e entidades que defendam a democracia.
Exigimos também que
seja retirada a expressão "Copa Verde" da Copa do Mundo de Futebol de
2014.
 |
Na manhã do dia 29, mesmo com chuva, a prefeitura retalhava as árvores
depois da prisão dos ativistas - Foto: Cesar Cardia/Amigos da Gonçalo de Carvalho |
As futuras gerações é que sofrerão com a irresponsabilidade dos que poderiam fazer algo hoje, mas infelizmente se omitem...
Matéria no
Sul 21, em 29 de maio de 2013:
Operação prende manifestantes e começa a derrubar árvores no Gasômetro
Árvores
já são derrubadas nas proximidades da Usina do Gasômetro: operação para
desmontar o acampamento em que manifestantes resistiam e iniciar o
corte teve início na madrugada desta quarta-feira | Foto: Ramiro
Furquim/Sul21
Samir Oliveira, Iuri Müller, Ramiro Furquim e Igor Natusch
Atualizado às 14h20min
Na madrugada desta quarta-feira (29), a prefeitura municipal de Porto
Alegre e a Brigada Militar do Rio Grande do Sul deram início à operação
para derrubar as árvores próximas à Usina do Gasômetro e desmontar o
acampamento em que manifestantes resistiam à medida, localizado ao lado
da Câmara Municipal. Pelo menos 27 pessoas foram presas e conduzidas
para a sede do 9º Batalhão de Polícia da Brigada Militar, localizado em
frente ao Mercado Público, no Largo Glênio Peres.
Leia mais:
- Manifestantes marcham contra corte de árvores e prisão de ativistas em Porto Alegre
- Para Sebastião Melo, segurança dos envolvidos determinou horário da operação
- CHARGE: Latuff vê a derrubada das árvores do Gasômetro
- Para comandante, prisão dos acampados em Porto Alegre foi “rápida e cirúrgica”
A operação começou entre as 3h e as 4h desta madrugada. Enquanto a
polícia se dirigia ao acampamento, a EPTC realizava a interdição de
todas as vias que davam acesso ao trecho onde estavam as mais de 100
árvores a serem cortadas.
 |
Segundo informações da Brigada Militar, 27 manifestantes foram presos
durante a operação | Foto: Ramiro Furquim/Sul21 |
Na noite de ontem (29),
os manifestantes foram surpreendidos por uma ordem judicial
que previa a reintegração de posse do acampamento para reiniciar as
obras de duplicação da via – ordem retirada pela própria Prefeitura
poucas horas depois. O poder municipal havia alegado que buscaria outra
solução para o impasse. No entanto, na madrugada desta quarta-feira, por
volta das 3h, a operação teve início na Avenida Beira-Rio e pôs fim à
resistência que os acampados mantinham há mais de quarenta dias.
As vereadoras Sofia Cavedon (PT) e Fernanda Melchiona (PSOL),
presentes nas últimas marchas sobre o tema, acompanharam a situação dos
ativistas, que tiveram que assinar termos circunstanciados no 9º BPM.
Eles foram acusados dos crimes de desobediência, desacato e resistência.
Segundo o Tenente Claudio Bayerle, do 9° Batalhão da Brigada Militar,
três pessoas foram liberadas já no início da manhã por serem menores de
idade. Antes do final da manhã, todos os demais foram liberados.
O procurador-geral do Município, João Batista Linck Figueira, afirmou ao
Sul21
que as tratativas para reiniciar a obra foram conjuntas: ”A decisão
obviamente partiu da prefeitura, mas quem encaminha o momento mais
adequado e as questões de segurança é a Brigada Militar”.
A advogada Karen Becker, a primeira a conseguir ingressar dentro do
9º BPM, ainda por volta das 5h30min, afirma que houve truculência no
trabalho policial: “Eles foram algemados indevidamente e alguns tiveram
lesões. Além disso, alguns pertences do grupo foram quebrados”. Ela
conta que os manifestantes presos não puderam recolher seus documentos
para comparecer identificados à delegacia.
Ativistas relatam agressões sofridas por policiais militares
Os manifestantes que estavam detidos no 9º Batalhão de Polícia
Militar foram liberados por volta das 7h50min e se dirigiram a um
caminhão que estava estacionado próximo ao local com todos os pertences e
equipamentos recolhidos no acampamento. A todo momento, eles exibiam
materiais que foram danificados durante a operação.
“Éramos no máximo 30 pessoas dormindo no acampamento e chegaram mais
de 150 policiais do Choque batendo nas pessoas e derrubando as barracas.
Tiraram um cachorro que estava no meu colo e me jogaram no chão. Eram
três policiais em cima de cada um”, relata a ativista Laís Miranda.
Outro manifestante afirma que a operação foi “extremamente rápida” e
que, além das agressões físicas, os policiais insultaram os acampados
com xingamentos como “vadia” e “cadela”.
Rodrigo Alberto estava dormindo quando a Brigada Militar chegou e
conta que foi arrancado à força de sua barraca. “Eu estava dormindo e me
puxaram para fora da barraca e me deram um soco na barriga”, recorda.
De acordo com o relato dos manifestantes, eles foram algemados já no
acampamento. Durante cerca de 20 minutos a polícia teria reunido o grupo
em um espaço do acampamento e os algemado.
Após o recolhimento dos pertences, os ativistas se dirigiram ao
Hospital de Pronto-Socorro (HPS) para realizar o exame de corpo de
delito. A maioria deles apresentava arranhões, lesões e escoriações no
braço e nos pulsos por conta das algemas. Em seguida, o grupo pretende
organizar um protesto em frente à prefeitura da Capital.
Abaixo, veja mais fotos da operação:
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21