23 novembro 2010

Blogueiros entrevistam o presidente Lula

Nessa quarta-feira, 24 de novembro, o presidente Lula dará a primeira entrevista de nossa história à blogosfera.
Será às 9h da manhã no Palácio do Planalto. Estão confirmadas a presença dos seguintes blogueiros: Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Conceição Lemes (Vi o Mundo), William Barros (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasília, Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).

9h, ao vivo, no Blog do Planalto ou aqui.
O público também poderá participar enviando suas perguntas pelo chat.
Entrevista - Blog do Planalto

Atualizado - 18h:
Como foi o encontro

Atenção: o início do vídeo não tem som mesmo. O som foi ligado depois que o Lula senta e bate no microfone.
Leia aqui:
Os "sujos" sobem a rampa do Planalto
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Esse mesmo grupo foi chamado por Serra, no auge da baixaria da campanha eleitoral, de representantes de “blogs sujos”, uma referência nervosa a um tipo de mídia que pegou o tucano, uma criatura artificialmente sustentada pela velha mídia corporativa, no contrapé. Nem Serra, nem ninguém na velha direita brasileira estavam preparados para o poder de reação, análise e crítica da blogosfera e das redes sociais. Matérias falsas, reportagens falaciosas, discursos hipócritas, obscurantismo religioso e a farsa da bolinha de papel, tudo, tudo foi desmontado em poucas horas dentro da internet. Chamar-nos de “sujos” nem de longe nos alcançou como ofensa, pelo contrário. Nós, os “sujos” fizemos a história dessa eleição. Serra e seus brucutus terceirizados sumiram no ralo virtual.
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20 novembro 2010

Zoravia Bettiol e o Museu das Águas de Porto Alegre

A artista plástica Zoravia Bettiol foi entrevistada no programa "Estilo Zen" da TV Com, dia 12 de novembro, para falar de seu envolvimento com a proposta do Museu das Águas de Porto Alegre. Zoravia é a coordenadora do Grupo de Trabalho do Museu" no Comitê Multidisciplinar de Planejamento Urbanístico da Orla do Guaíba



A ideia de um Museu das Águas surgiu em 2004, no Ano Estadual das Águas, que comemorou os 10 anos da Lei 10350/94, Lei Estadual da Água, proposta pela Câmara Técnica dos Recursos Hídricos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, e apoiada por diversas entidades da sociedade civil e órgãos públicos, entre eles a Ari (Associação Riograndense de Imprensa), que realizou, também em 2004, o II Fórum Internacional da Água.

No dia 25 de novembro de 2009, integrantes do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba realizaram a primeira reunião de uma equipe multidisciplinar, denominada Comitê Multidisciplinar de Planejamento Urbanístico da Orla do Guaíba,  para discutir e projetar espaços de uso público e ambiental para aquela área. O Movimento em Defesa da Orla do Guaíba teve papel fundamental em 2009, quando do polêmico projeto Pontal do Estaleiro, levado à consulta pública e com vitória do NÃO por mais de 80% dos votos.

A partir do Comitê Multidisciplinar, foi criado o Grupo de Trabalho do Museu das Águas, cujas primeiras ações foram elaborar uma proposta de instituição desse espaço de valorização da água e do ambiente da Orla do Guaíba. A proposta do Museu já foi apresentada a conceituadas entidades e os apoios, institucionais e técnicos, como a Associação Riograndense de Imprensa (Ari), Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RS), Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), UFRGS, Abes-RS, UniRitter, Corsan e Metroplan. 
zz
Mais sobre o Museu das Águas:
Museu das Águas de Porto Alegre é tema na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia


Jean-Michel Cousteau conhece a proposta “Museu das Águas de Porto Alegre”

15 novembro 2010

Convenção sobre Mudanças Climáticas

Carta pública a Cancún
Compartilhamos a seguinte carta pública (ver infra), endereçada aos/às representantes de governos perante a Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática, a ser realizada em Cancún, México, entre os dias 29 de novembro e 10 de dezembro.
Em caso de concordar com seu conteúdo, convidamos-lhes a assiná-la aqui. Ao mesmo tempo, instamos vocês para que a divulguem o mais amplamente possível entre seus contatos (e-mail, página web, etc.), incluindo tanto organizações da sociedade civil quanto funcionários governamentais, representantes de partidos políticos e mídia em geral. Em definitiva, que a adotem e a utilizem da forma que considerarem melhor.




Conferência das Partes - Convenção sobre Mudança Climática
Senhoras e Senhores representantes de governos:
Como vocês bem sabem, a mudança climática está ocorrendo e suas conseqüências já estão sendo sofridas por milhões de pessoas –particularmente as mais vulneráveis- e todo indica que o problema está agravando-se a passos largos. As causas do aquecimento global são perfeitamente conhecidas, bem como as medidas necessárias para evitar que se aprofunde e acabe afetando a humanidade toda. No entanto, tanto vocês quanto nós sabemos que os governos que representam continuam negando-se a fazer o que é sua obrigação para enfrentar seriamente o problema.
É bom lembrar que em 1992, todos os governos do mundo se comprometeram, em uma convenção internacional, a adotar medidas para evitar o desastre climático. Surgiu assim a Convenção sobre Mudança Climática, que quase todos os governos assinaram e ratificaram. Desde a época transcorreram 18 anos, durante os quais os governos têm feito pouco e nada para enfrentar o problema. Isto é, durante quase duas décadas o espírito da Convenção, que visava a evitar que a mudança climática ocorresse, tem estado sendo violado. Considerando suas possíveis conseqüências para a sobrevivência da humanidade, essa violação pode ser tachada de crime de lesa humanidade.
Logicamente que estamos conscientes de que os governos não atuam sozinhos e que a seu amparo operam grandes empresas –estatais e privadas- que obtêm lucros da exploração e venda de combustíveis fósseis, que todos sabemos que são a principal causa da mudança climática. Também estamos conscientes do poder dessas empresas sobre muitos dos governos que vocês representam. No entanto, isso não isenta seus governos da responsabilidade –assumida no momento de assinar esta Convenção- de proteger esse bem comum da humanidade que é o clima do planeta.
Por décima sexta vez, vocês vão participar na Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática.  As últimas reuniões deste processo não foram além de negociar –sem muito sucesso- sobre aspectos secundários, sem decidir-se a enfrentar o miolo do problema: a eliminação total das emissões de combustíveis fósseis no menor prazo de tempo possível. Todo parece indicar que a próxima reunião em Cancún seguirá os mesmos passos.
No entanto, o mundo ainda tem a esperança de que os governos adotem as decisões necessárias para evitar o desastre climático e está disposto a apoiá-los. Para que essa esperança possa concitar esse apoio, são precisos sinais claros de uma mudança total de atitude. Nesse sentido, o principal sinal deveria ser o de colocar os combustíveis fósseis no centro do debate, pôr de lado a discussão das falsas soluções às que se tornaram tão adeptos (“sumidouros de carbono”, “desmatamento evitado-REDD”, “Mecanismo de Desenvolvimento Limpo”, “compensação de emissões de carbono”, etc.) e focalizar-se no verdadeiro problema: como sair rapidamente da época dos combustíveis fósseis.
Como forma de começar a recuperar a credibilidade perdida, seus governos deveriam começar por comprometer-se em Cancún a um cesse imediato e permanente da busca de novas jazidas de combustíveis fósseis em seus territórios. Ao mesmo tempo, deveriam dedicar-se à busca de mecanismos compensatórios para garantir a não exploração de jazidas já identificadas, mas ainda não exploradas. Finalmente, que estabeleçam datas concretas para a total erradicação desses combustíveis.
Estamos conscientes de que o que antecede é um enorme desafio, mas é muito pedir quando o que está em jogo é nada menos que a sobrevivência da vida na Terra?
WRM - Movimiento Mundial por los Bosques Tropicales