21 agosto 2009

...verás que um filho teu não foge à luta!




Chegam mais apoios ao NÃO!
- Bibiana Graeff Chagas Pinto – Mestre em Direito Ambiental pela Sorbonne, Doutora em Direito pela Sorbonne e pela UFRGS, Professora Substituta da Faculdade de Direito da UFRGS:
Pela defesa de uma PORTO ALEGRE exemplar em matéria de urbanismo e meio ambiente, assuntos tão sensíveis e ESSENCIAIS nesse início de século XXI, é que venho me manifestar, em apoio ao NÃO a construções residenciais na área do “PONTAL DO ESTALEIRO”. Erros do passado não justificam erros do presente. TEMOS a chance de fazer algo melhor, temos ainda a OPORTUNIDADE DE LUTAR pela ORLA DO GUAÍBA. Por isso, essa votação, esse debate sobre o pontal, são HISTÓRICOS, e vão marcar o destino da cidade de Porto Alegre, como sendo uma CIDADE DIFERENTE, PRA FRENTE, CONSCIENTE DO QUE HOJE NESSE MUNDO TEM MAIS VALOR, ou de uma cidade ATRASADA… cometendo erros que foram cometidos por outras cidades, há trinta, vinte, ou dez anos atrás…
- Rualdo Menegat – Professor da UFRGS, Doutor em Ecologia de Paisagem, Coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre:
Desfigurar o cenário paisagístico da margem do Guaíba é um delito impensável que acabará por descaracterizar nosso amálgama cultural e dificultar a gestão ambiental desse corpo d’água imprescindível para os habitantes de Porto Alegre. Privatizar a paisagem do Guaíba é retirar da cidade seu direito de dispor do seu mais importante bem ambiental e dos laços que a unem, por meio dessa paisagem, a todo o seu passado.
- Professor Garcia – secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre:
Hotel não tem mercado para toda orla, edifícios residenciais tem mercado para toda orla. Edifício é o grande filé , e o meio empresarial fica de olho…
Estou incentivando o “Não”. E vou aproveitar este espaço para votar “não”. Não se desmobilizem, cada voto é importante. Seu voto é decisivo para esse processo! (em entrevista ao programa “Cidadania Ambiental”  na Rádio Ipanema Comunitária)
- Carlos Urbim – jornalista e escritor:
Cravaram antes um muro da vergonha no coração da cidade. Mataram, para quem passa por ali, a visão da água. Depois estreitaram o caminho fluvial para plantar asfalto e concreto administrativo. Deixaram, ao menos, um rastro de verde no Parque Marinha. Agora, por absoluta ganância, querem invadir a ponta do  estaleiro. Porto Alegre não merece tanta agressão. O Guaíba, estrangulado, precisa respirar. E todos os moradores querem aproveitar - sem muros, barreiras e espigões - a beleza única do nosso estuário.
- Luiz Antonio de Assis Brasil – escritor:
O Guaíba não nos pertence; ele percence à História e pertence ao Futuro. Temos de honrar esse compromisso de um espaço do qual somos mero detentores. Votar pelo NÃO é ter consciência de que a Natureza, como bem comum, não pode estar sujeita aos transitórios equívocos de nossas fraquezas.
- Mirna Spritzer – atriz de cinema e teatro:
Votar Não é dizer sim ao Guaíba, ao por do sol, às pessoas e a Porto Alegre.
- Círio Simon – professor e ex-diretor do Instituto de Artes:
Aos doze anos tomei banho no GUAIBA na PRAIA de BELAS em frente ao PÂO dos POBRES. Não me fez mal, pois cheguei  – lúcido e satisfeito- aos 73 anos. A poluição não atingia as águas do rio. Havia o trem para a Tristeza que levava a poluição bem longe e para lugar seguro.
Por que não se pode fazer isto por meios mais modernos do que uma velha Maria FUMAÇA?
Em vez de projetos adequados e coerentes para esta solução dentro dos parãmetros contemporâneos … joga-se para a população se dividir …  projeto de ocupar  o lugar do ESTALEIRO SÒ – que era um templo de trabalho e bem comum – Este lugar NÃO PODERÁ se transformar em um instrumento para exercício de avareza  para alguns privilegiados  e a desgraça de toda população da capital e do estado.
- Néstor Monasterio – ator e diretor teatral:
Desde que eu cheguei por estas terras (1977) assisto (e as vezes participo) de lutas por derrubar o muro da Mauá que separa o Porto do Alegre,  que afasta o porto-alegrense do seu rio, que impede que desfrutemos o pôr-do-sol… luta antiga. Vejamos se eu entendi bem: no dia 23 de agosto terá um plebiscito sobre si queremos quer esse muro seja aumentado? Que mais muros (sejam da forma que for) nos separem do Guaíba? E depois virá mais o quê? Um super-mercado na praia de Ipanema? Uma revenda de carros na Vila Assunção? O progresso tem que ser para os seres humanos e não para as empresas. Construir cidadania e não muros. Defender a natureza e não o lucro que jamais voltará em nosso benefício. Vou votar não.

19 agosto 2009

Ué? Não pode EXPLICAR os motivos do NÃO no programa de rádio?

No programa Polêmica, na rádio Gaúcha, "polêmica" mesmo foi a condução do mediador do programa...

polêmica condução....

Mais apoios para o NÃO ao Pontal do Estaleiro!

Movimentos populares não se omitem: votam NÃO ao Pontal!

Novos apoios ao Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba que prega o VOTE NÃO na "consulta pública do dia 23 de agosto:
  • Associação Comunitária do Campo da Tuca,
  • AMFA: Associação de Moradores Fim da Linha do Alameda - Bairro São José
  • Comissão de Moradores da Rua da Represa - Bairro São José
  • Associação Clube de Mães Batista Xavier - Bairro Partenon
  • Associação de Moradores Quinta do Portal - Bairro Lomba do Pinheiro
  • Associação de Moradores da Vila São Pedro - Bairro Partenon
  • Associação de Moradores Estrela Cristalina - Bairro Partenon
  • Associação de Moradores Paulino Azurenha - Bairro Partenon
  • Pequena Casa da Criança - Vila Maria da Conceição
Essas entidades populares também estão esclarecendo as pessoas de suas regiões sobre a ameaça que representa esse projeto imobiliário para o Meio Ambiente e para a cidadania de Porto Alegre!

Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa acompanhará a votação

SAÚDE E MEIO AMBIENTE
Comissão vai acompanhar consulta popular sobre o Pontal do Estaleiro
Daniela Bordinhão - MTB 8245 | Agência de Notícias 14:22 - 19/08/2009
Edição: Letícia Rodrigues - MTB 9373

Encontro abordou o impacto das invervenções na orla do Guaíba
A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa vai acompanhar o processo da Consulta Popular, no próximo domingo (23), sobre a inclusão de prédios residenciais na área do Pontal do Estaleiro Só, em Porto Alegre. A decisão foi tomada na audiência pública desta quarta-feira (19) que tratou dos impactos sobre o meio ambiente das intervenções programadas para a orla do Guaíba. O encontro, coordenado pelo deputado Miki Breier (PSB), abordou o tema a partir de matérias aprovadas pela Câmara de Vereadores da capital que tratam de construções no Pontal do Estaleiro Só, e as repercussões com relação à legislação estadual que dispõe sobre a proteção das margens dos rios navegáveis.

No final da audiência, Breier sugeriu uma discussão mais ampla na Comissão sobre o desenvolvimento urbano e ambiental de Porto Alegre. “A orla do Guaíba interessa a todos os gaúchos, por isso vamos sugerir um debate mais generalizado sobre o assunto”, afirmou o deputado. Com relação ao plebiscito, Breier considera importante a participação dos porto-alegrenses nesse processo. “Os moradores da capital terão a oportunidade de manifestarem-se sobre o que querem para o seu rio e sua cidade”, disse.

Debate
O secretário municipal de Planejamento de Porto Alegre, Márcio Bins Ely, explicou que foi aprovado o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 006/2008, do vereador Alceu Brasinha (PTB) e mais 15 parlamentares, alterando a Lei 470/2002, que define o regime urbanístico na área do antigo Estaleiro Só. O PLC do vereador previa a construção de prédios residenciais no Pontal do Estaleiro. Depois disso, acrescentou o secretário, a pedido de organizações da sociedade o projeto foi vetado pelo prefeito José Fogaça. “Mas, para não desautorizar uma iniciativa da Câmara de Vereadores, o governo municipal encaminhou um novo projeto com o mesmo teor e estabeleceu a consulta popular a respeito do tema”, disse Bins Ely.

Questionado sobre a consulta popular, o secretário declarou que a posição do governo não é estar à favor ou contra ao Projeto do Pontal do Estaleiro. “O Poder Executivo municipal é a favor do que a população decidir sobre àquela área. Vamos cumprir o que a maioria decidir”, garantiu Márcio Bins Ely.

A vice-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Sandra Ribeiro, chamou a atenção dos perigos ambientais que a construção de prédios podem provocar no local. “Vamos dizer não a construção de residências na área. Defendemos projetos que qualifiquem, democratizem a Orla para uso público e paisagístico de lazer, esporte e cultura”, frisou Sandra.

O representante do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba, Paulo Guarnieri, lembrou que a Constituição do Rio Grande do Sul atribui ao Estado a guarda dos rios navegáveis. Além disso, o Código Estadual do Meio Ambiente estabelece que as orlas devem ser protegidas. “Queremos lembrar aos parlamentares da Assembleia gaúcha que as alterações urbanísticas, autorizadas pelo legislativo municipal, extrapolam o interesse local e mexem com a vida dos moradores da Região Metropolitana”, comentou Guarnieri.

Também participaram da audiência pública o presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal, vereador Carlos Todeschini (PT), e demais entidades e associações interessadas no tema.
Da página da Assembléia: http://www.al.rs.gov.br/ag/NOTICIAS.ASP?txtIDMATERIA=232430&txtIdTipoMateria=4#

Ministério Público será acionado pelo Movimento em Defesa da Orla para votação do dia 23
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para o EcoAgência de Notícias
O Movimento Defenda a Orla vai entrar com pedido de fiscalização junto ao Ministério Público Estadual, para a Consulta Popular do projeto Pontal do Estaleiro, que será realizada em Porto Alegre, no próximo domingo, dia 23. Entre as 9h e 17h, a votação acontece em 330 urnas espalhadas em 89 pontos da cidade. A solicitação ao MP é uma das definições do Movimento na campanha Voto Não ao Projeto Pontal do Estaleiro, integrada por dezenas de entidades e organizações, entre ambientalistas, associações de moradores, sindicatos, artistas e músicos. A campanha tem ainda o apoio da Pastoral da Ecologia e da Casa de Cinema de Porto Alegre, que produziu um vídeo em Defesa da Orla do Guaíba, disponível no site http://www.youtube.com/watch?v=6ES79OfSKsw.

“Apesar da votação não ser obrigatória e da boca de urna estar autorizada, o momento que estamos vivendo e construindo é histórico. Por isso, queremos garantir a vigilância da consulta, para evitar os abusos que acompanhamos na última votação do conselho tutelar, que foi impugnada por coerção e transporte ilegal de eleitores”, afirma Paulo Guarnieri, 1o secretário do Fórum de Entidades, representante da Associação dos Moradores do Centro, e integrante do Movimento em Defesa da Orla, durante coletiva à imprensa, realizada na tarde desta terça-feira, 18, na sede do Sindicato dos Bancários do RS, em Porto Alegre.

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Leia a matéria completa aqui, na página da EcoAgência:
http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id===AUUJlVW5mTXJFbZpXTWJVU

No Blog Porto Alegre RESISTE:

Pastoral da Ecologia: “não vamos pecar nem por atos nem por omissão”

(Manifesto da Pastoral da Ecologia sobre o projeto do Pontal do Estaleiro e a Consulta Pública do dia 23 de agosto de 2009, em Porto Alegre.)