27 março 2009

Segue a polêmica do "Pontal do Estaleiro"


Vereadores de Porto Alegre aprovam emenda que preserva largura de 60 metros da área do Guaíba e pedem veto do prefeito ao projeto do Pontal.
Por Adriane Bertoglio Rodrigues/EcoAgência

Em Porto Alegre, prossegue a polêmica do projeto Pontal do Estaleiro. Após ter sido aprovada por unanimidade, na sessão plenária da Câmara de Vereadores do dia 16 de março, a emenda do vereador Airto Ferronato (PSB), que preserva área com largura mínima de 60 metros junto à Orla do Rio Guaíba, é alvo de questionamentos. Ou seja, os vereadores se deram conta que a emenda aprovada, de acordo com o que estabelece o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), desapropria uma parte do terreno adquirido pela construtora.
A emenda de Ferronato, aprovada pelo plenário da Casa, define como de preservação área com largura mínima de 60 metros junto à orla — urbanizada por conta dos empreendedores. Segundo a emenda, neste espaço não poderá ser efetuado aterro no Guaíba.
“Minha visão é de longo prazo para a cidade”, defende o vereador, ao anunciar para a Orla do Guaíba a proposta de um cinturão verde, com uma avenida, um passeio público e ciclovia, “do centro ao Lami”. Ferronato se diz irredutível em defender a Orla como um espaço público, “para o cidadão. Não vamos permitir privatizar as margens no nosso rio Guaíba”.
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Charges de Eugênio Neves

Leia toda a matéria na página da EcoAgência:
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26 março 2009

237 anos de Porto Alegre

O MAPA

Mário Quintana

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo…

(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei…

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei…)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso…

(Em “Apontamentos da História Sobrenatural”)



23 março 2009

Dia 28 de março, apague as luzes!


Cidades apagarão suas luzes de Norte a Sul do Brasil

Brasília e Porto Alegre anunciaram hoje suas adesões ao ato simbólico Hora do Planeta 2009. No dia 28 de março, serão apagadas as luzes dos principais ícones da capital federal como Congresso Nacional, Catedral, Esplanada dos Ministérios, entre outros. Em Porto Alegre, a prefeitura do município confirmou que a estátua do Laçador e a Usina do Gasômetro serão os ícones gaúchos que ficarão no escuro por uma hora, das 20h30 às 21h30.

Em solenidade de assinatura do termo de adesão à Hora do Planeta, no Senado Federal, nesta quarta-feira (18/3), o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, afirmou que “o planeta precisa de ajuda. Esta iniciativa do WWF-Brasil é bastante oportuna e simbólica. Estamos contentes em poder participar do movimento e mostrar que o governo do Distrito Federal está atento às questões ambientais e se compromete a lutar pela preservação da vida no planeta”.

A Frente Parlamentar Ambientalista também aderiu ao movimento e o termo de compromisso foi assinado pelo coordenador da Frente, deputado José Sarney Filho e pela senadora Seres Slhessarenko.

O evento contou também com a participação da secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú. “De Brasília emanam todas as decisões importantes para o Brasil. Então, a adesão da cidade à Hora do Planeta tem um simbolismo especial, mostrando que o país está engajado na luta contra aquecimento global”, afirmou.

Contando com Porto Alegre e Brasília, já aderiram à Hora do Planeta 22 cidades, entre elas Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Lorena (SP), Salgueiro (PE), Itajaí (SC), uma das mais atingidas pelas enchentes que assolaram a região Sul no final do ano passado. O estado do Amazonas também confirmou sua participação.

Em Brasília, os monumentos que terão suas luzes apagadas são o Congresso Nacional, Catedral, Conjunto Cultural da República, Teatro Nacional, ministérios e iluminação pública da Esplanada. Outro ícone da cidade que pela primeira vez ficará desligado durante uma hora é o letreiro do Conjunto Nacional de Brasília, o shopping mais antigo da cidade, que também aderiu ao movimento.