25 julho 2008

Debate em praça pública

Matéria do jornal :

O parque Farroupilha virou Ágora* grega no sábado, 19 de julho. Um grupo de 22 pessoas se reuniu para debater os rumos da política brasileira e fazer um gesto de repúdio à atuação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal de Justiça, que permitiu a soltura do banqueiro Daniel Dantas, investigado pela Polícia Federal por formação de quadrilha e desvio de dinheiro público.
A pequena adesão ao movimento não assustou os integrantes. “Prefiro ser parte dessa minoria, a da maioria que assiste calada”, pontua Cesar Cardia, integrante do movimento Amigos da Gonçalo de Carvalho.
Lideranças comunitárias dos bairros Moinhos de Vento e Independência também estiveram no local e prometem dar continuidade ao movimento. Um abaixo assinado virtual, (http://www.petitiononline.com/w267x65/petition.html), lançado junto com a idéia dos protestos nos finais de semana já conta com quase 12 mil participantes.

Em frente ao Monumento Expedicionário, grupo pediu “Fora Gilmar Mendes”.
(Texto e foto: Naira Hofmeister/)


* Ágora era a praça principal na constituição da pólis, a cidade grega da Antigüidade clássica.
Normalmente era um espaço livre de edificações, configurada pela presença de mercados e feiras livres em seus limites, assim como por edifícios de caráter público. Enquanto elemento de constituição do
espaço urbano, a ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública na urbanística grega, sendo o espaço público por excelência. É nela que o cidadão grego convive com o outro, onde ocorrem as discussões políticas e os tribunais populares: é, portanto, o espaço da cidadania. Por este motivo, a ágora (juntamente da pnyx, o espaço de realização das assembléias) era considerada um símbolo da democracia direta, e, em especial, da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto. A de Atenas, por este motivo, também é a mais conhecida de todas as ágoras nas polis da antiguidade.
Fonte:Wikipédia

Mais fotos do debate aqui: FORA MENDES 19/07/2008
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22 julho 2008

Rua Pelotas

Texto do Blog "Cão Uivador":

A rua onde eu cresci

A Rua Pelotas, no Bairro Floresta, na qual morei até pouco antes de completar 11 anos, foi incluída em um projeto que prevê o tombamento como patrimônio ambiental de diversos túneis verdes de Porto Alegre. Ela inicia-se antes da Avenida Farrapos, e estende-se até a Cristóvão Colombo. Entre a Farrapos e a Cristóvão encontra-se o seu túnel verde, formado por jacarandás que durante a primavera florescem e fazem a rua ter também um “tapete” formado pelas flores que caem das árvores.
Não foi por acaso que meu pai escolheu a casa de número 430 (andar térreo) da Rua Pelotas para morarmos, pouco antes de eu nascer. Meu nascimento era previsto para acontecer no fim de outubro ou no começo de novembro de 1981, mas o quadro de pressão alta da minha mãe, que estava internada no Hospital Presidente Vargas desde 30 de setembro, fez com que os médicos decidissem fazer a cesariana na noite de 15 de outubro. Quando a minha mãe foi internada, ela e o meu pai ainda moravam na Azenha, junto com a minha avó (mãe do meu pai). Neste meio tempo, foi feita a mudança para a Rua Pelotas, em plena primavera - ou seja, em sua época mais bela.

Parece “coisa de velho”, mas… Bons tempos aqueles. As crianças brincavam na rua. Apostávamos corridas de bicicleta - eu disputava a hegemonia com o Leonardo, enquanto o Vinicius (meu irmão) e o Diego, os mais novos da turma, brigavam para não ficar em último. Também fingíamos que as calçadas eram as ruas de uma cidade inventada: o Leonardo e eu éramos os patrulheiros, e o Vini e o Diego, para variar, se davam mal.

Coisas da imaginação de criança: com nossas bicicletas, brincávamos também de aeroporto, precisávamos pedir permissão para pousos e decolagens de nossos “aviões”. E sem “caos aéreo”!

Também jogamos muito futebol, quando transformávamos as calçadas em “estádios” lotados. O único problema é que passavam carros e caminhões da Brahma na rua, então tínhamos uma
regra: proibido “bicar”. Só que de vez em quando alguém “bicava” a bola, e passava um carro por cima. Aliás, o maior mistério da rua é: o que aconteceu com aquela bola nova do Diego? Ela foi pro meio da rua, veio um carro… BUM! Ela estourou e desapareceu!

Hoje em dia, as tardes da Rua Pelotas são mais “calmas”. E mais gradeadas. É a paranóia da segurança, que faz as crianças brincarem dentro de casa. Naquela época já havia assaltos, mas não esse medo irracional dos dias de hoje, que fez as pessoas abandonarem as ruas: isso sim é que aumenta a insegurança.

Porém, sempre que passo por baixo dos jacarandás ou pela esquina da Cristóvão Colombo com a Pelotas, tenho a impressão de ouvir uma voz de criança gritando: “não vale dar bico!”.

Link: http://caouivador.wordpress.com/2008/07/07/a-rua-onde-eu-cresci/

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17 julho 2008

Bate boca no STF

Ministro Joaquim Barbosa, acusa Gilmar Mendes de praticar o “jeitinho brasileiro”...