20 abril 2007

Sugestões enviadas à SMAM, relacionadas ao Plano Diretor

Se Porto Alegre é tida como a cidade mais arborizada do Brasil, é obrigação da prefeitura manter e estimular essa situação.
Por isso é necessário maior fiscalização e maior competência na verificação de doenças nas árvores e prevenção de acidentes quando os galhos apodrecidos despencam em vias públicas! Especialmente em dias de temporal.
• Precisamos da colocação IMEDIATA de lixeiras nos logradouros dos bairros da cidade.
• Façam uma campanha permanente de esclarecimento sobre o lixo reciclável. É impressionante a ignorância das pessoas sobre o que pode e deve ser separado para a reciclagem. Nós, do Movimento Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, fazemos cópias xerox do material feito por nós (anexo) mas nosso alcance é limitadíssimo. É necessário esclarecer a importância social e ambiental da reciclagem.
• Precisamos acabar com a "farra" da sacola plástica de supermercados!
Estimulem as empresas a usarem sacolas de papel, ou que as pessoas levem sua sacola para fazer compras. Obriguem o comércio a cobrar separadamente as sacolas fornecidas como maneira de inibir um pouco o uso delas pelos consumidores que posteriormente as usam para colocar seu lixo.
Na primeira chuva, nessa cidade impermeabilizada pelo asfalto, essas sacolas entopem os bueiros e causam alagamentos...
A prefeitura tem que fazer uma campanha de esclarecimento público para isso. Esse tipo de campanha, com certeza teria o apoio dos meios de comunicação.
• Não seria possível adaptar a experiência japonesa de recolher o óleo usado nas residências, para uma cooperativa (?) que faz sabão artesanal? Não podemos continuar colocando óleo usado no esgoto!
• É URGENTE a criação, estimulada pelo poder público, de uma usina de reciclagem de lâmpadas fluorescentes, cujo consumo aumenta a cada dia e se sabe que não há destino previsto para elas, quando da reciclagem. Estão colocando as lâmpadas queimadas em aterros sanitários, contaminando com mercúrio o nosso solo !!! Cada lâmpada longa (chamada comercial) tem 10mg de mercúrio em forma de vapor. Quantos quilos anuais contaminam nosso ambiente? São Paulo conta com sete empresas específicas para isso, conforme li em uma revista. Não podemos ter ao menos UMA?
• É fundamental estimular igualmente, a reciclagem de pilhas e baterias, mas não há nenhuma empresa especializada nisso, aqui em Porto Alegre. O Banco Real (excelente iniciativa) colocou postos de coletas em algumas de suas agências, mas está enviando as pilhas para São Paulo (!?)
• É URGENTE a exigência de construção de centros de tratamento de esgoto bem como a exigência que os grandes condomínios tratem seu próprio esgoto, com reaproveitamento da água para regar plantas, gramados, jardins, lavar veículos e dar uso para a água reciclada para a DESCARGA de banheiros!
• Por favor, ouçam e debatam mais com a população a respeito destes problemas que são comuns a todos nós.
Muitas vezes poderão ter alguma solução (ou início de solução) de problemas, vindas de pessoas simples e das quais pouco se espera...
Essas são apenas algumas sugestões que visam contribuir para a preservação de nosso ambiente.
Sabemos que são coisas simples e nada é novidade. Mas são questões que não podem ser esquecidas e devem ser continuamente destacadas.
Mesmo que não se enquadrem no espírito da Revisão do Plano Diretor, pretendemos apresentar essas reivindicações na reunião própria para isso.
Que o poder público faça sua parte e que a comunidade participe das soluções!

16 abril 2007

Movimentos REALMENTE populares

Neste domingo, dia 15 de abril, aconteceu mais uma reunião do Movimento VIVA Gasômetro.
Este movimento surgiu em fins de 2006 e está dando o que falar.
É comum se dizer que o Centro Velho de Porto Alegre é uma das regiões mais esquecidas pelo poder público e pela população de outros bairros. Apenas a Usina do Gasômetro, transformada em Centro Cultural da cidade, tem algum destaque e visibilidade de parte da população e do governo municipal.
Um grupo de moradores da região e simpatizantes do Centro resolveram criar o movimento para revitalizá-lo e exigir maior atenção do poder público.
O primeiro passo foi fazer um movimento realmente popular, com participação efetiva das pessoas, das mais simples até as mais ilustres.
Ali em frente da praça Júlio Mesquita, a praça do Aeromóvel, surgiu o Movimento VIVA Gasômetro.
Por feliz coincidência a poucos metros dali, na confluência das ruas Riachuelo e General Salustiano, havia surgido espontâneamente em junho de 2006, um movimento cultural que objetivava resgatar o samba tradicional: o Movimento Cultural Central do Samba.
O Central do Samba é formado por universitários, médicos, advogados, publicitários, além de músicos profissionais. E ainda desenvolve projetos sociais junto a bairros carentes da cidade.
Suas apresentações são aos domingos, das 17 às 21 horas. E é na rua mesmo! Basta chegar lá para curtir a excelente música apresentada.
Neste domingo o secretário municipal de Cultura, Sérgius Gonzaga, apareceu por lá para ver de perto o que está acontecendo no entorno do Gasômetro.
Segundo suas próprias palavras, "saiu entusiasmado" com tudo o que viu.

O Movimento Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, também está entusiasmado com essa nova parceria que está disposta a lutar pelo resgate da melhor qualidade de vida de nossa cidade.

09 abril 2007

Aquecimento será devastador para Terra, indica relatório

Uma conferência internacional sobre o aquecimento global aprovou hoje um relatório final advertindo que haverá devastadoras conseqüências para a Terra e para a humanidade - do aumento da fome à extinção de espécies - caso o mundo não aja imediatamente para conter a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Entre os desastres mais notáveis está o fim da floresta Amazônica e, em seu lugar, o surgimento de uma savana. Isso ocorreria devido a uma alteração nos regimes de chuva, que passariam a cair em menor volume e, com isso, devastariam entre 30% a 60% da floresta até o ano de 2080.
Os 400 cientistas e representantes governamentais examinaram por uma semana 29 mil dados coletados por cinco anos em todo o planeta e concluíram que cerca de 30% das espécies vegetais e animais correm o risco de desaparecer se a temperatura mundial tiver uma alta superior a 2ºC em relação à média das décadas de 1980 e 1990. Áreas que hoje sofrem escassez de chuva se tornarão ainda mais secas, aumentando o risco de fome e da disseminação de doenças. O mundo enfrentará ameaças crescentes de enchentes, tempestades e erosão das regiões costeiras. "Esse é um vislumbre de um futuro apocalíptico", estimou o grupo ambientalista Greenpeace sobre o estudo. O relatório de 21 páginas pretende ser um guia para políticas de governo. Ele é um sumário das 1.500 páginas de evidências científicas da mudança climática e do impacto que ela terá sobre as pessoas e os ecossistemas mais vulneráveis da Terra.
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