O novo Teatro da Ospa será construído na bifurcação das Avenidas 1ª Perimetral e Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), ao lado da Câmara Municipal, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia). O anúncio foi feito hoje pelo prefeito José Fogaça, durante entrevista coletiva no Paço Municipal, da qual participaram o presidente da Fundação Ospa (Fospa), Ivo Nesralla, e secretários do governo. A escolha foi feita depois de estudos técnicos por órgãos e secretarias municipais, em parceria com a Fospa.
Fogaça explicou que a decisão levou em conta fatores como acessibilidade metropolitana, qualificação da paisagem urbana e potencial turístico, além de um estudo preliminar do impacto ambiental e adequação ao padrão do índice de construção permitido no local. "A Prefeitura indicou a área em consonância com a Fundação Ospa. Entendemos que o projeto pode ser incluído no programa de revitalização do Centro, qualificando a área e oferecendo aos usuários uma obra que ficará por gerações", considerou Fogaça.
Um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), com a participação das secretarias municipais do Meio Ambiente (Smam), da Cultura (SMC), de Gestão e Acompanhamento Estratégico (SMGAE), do Turismo e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), analisou nove áreas na orla do Guaíba como alternativas para abrigar a sala sinfônica da Ospa.
Depois de estudar o projeto arquitetônico com os índices de volumetria e dimensão da obra, estimada em 15 mil metros quadrados, a Prefeitura optou pelo local. "É uma oportunidade de aproximar a Ospa cada vez mais da população", considerou o presidente da Fundação Ospa, Ivo Nesralla, lembrando que a construção resultará no sétimo teatro sinfônico do mundo, exclusivo para concertos. Com cerca de 1,5 mil lugares, o novo Teatro da Ospa prevê, além da sala sinfônica, a construção de uma concha acústica para apresentações ao ar livre e estacionamento.
Um projeto de lei ordinária para concessão de direito real de uso, por se tratar de bem público de uso comum (parque), será enviado à Câmara Municipal pelo Executivo. Depois da apreciação do Legislativo, o projeto será submetido a procedimentos administrativos de aprovação, como o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) e o relatório de impacto ambiental.
Além de Nesralla, acompanharam o anúncio os secretários municipais do Planejamento Municipal, Isaac Ainhorn, da Cultura, Sergius Gonzaga, e de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, e o vice-presidente da Fundação Pablo Komlós (entidade privada criada para viabilizar a construção do Teatro da Ospa), professor Oswaldo Leite.
(da página da Prefeitura Municipal de Porto Alegre)
Primeira rua declarada Patrimônio Ambiental de Porto Alegre
08 agosto 2006
18 julho 2006
Apoiamos o MMM
Em São Paulo a comunidade também está mobilizada.
66 mil metros quadrados de área verde do Colégio Nossa Senhora do Morumbi estão ameaçados por um mega projeto imobiliário idealizado pela maior responsável pela urbanização da cidade de São Paulo, a Companhia City. Como sempre acontece, a comunidade não sabia de nada.
A comunidade organizou-se e, como aqui em Porto Alegre, conseguiu ter acesso ao projeto que já estava na Secretaria de Habitação de São Paulo. Planejavam construir sete torres de apartamentos com 22 andares, salas de apartamentos, ginásio e muito comércio.
E tudo isso, sem a ampliação da malha viária.
Os empreendedores aparentemente desconhecem que existe um decreto de 1989 que com o objetivo de preservar os poucos resquícios de mata atlântica existentes na cidade, preserva aquela área entre outras mais.
Eles estão organizados e pretendem lutar pela preservação da área e pelo direito de serem ouvidos e respeitados.
Os Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho apóiam essa luta do Movimento Morumbi Melhor - MMM.
O e-mail deles é: morumbimelhor@hotmail.com
Visite a página do MMM
Boa Luta e Sucesso aos amigos de São Paulo!
66 mil metros quadrados de área verde do Colégio Nossa Senhora do Morumbi estão ameaçados por um mega projeto imobiliário idealizado pela maior responsável pela urbanização da cidade de São Paulo, a Companhia City. Como sempre acontece, a comunidade não sabia de nada.
A comunidade organizou-se e, como aqui em Porto Alegre, conseguiu ter acesso ao projeto que já estava na Secretaria de Habitação de São Paulo. Planejavam construir sete torres de apartamentos com 22 andares, salas de apartamentos, ginásio e muito comércio.
E tudo isso, sem a ampliação da malha viária.
Os empreendedores aparentemente desconhecem que existe um decreto de 1989 que com o objetivo de preservar os poucos resquícios de mata atlântica existentes na cidade, preserva aquela área entre outras mais.
Eles estão organizados e pretendem lutar pela preservação da área e pelo direito de serem ouvidos e respeitados.
Os Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho apóiam essa luta do Movimento Morumbi Melhor - MMM.
O e-mail deles é: morumbimelhor@hotmail.com
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Boa Luta e Sucesso aos amigos de São Paulo!
14 julho 2006
A Vitória - repercussão na imprensa
Ospa desiste de teatro no Total
Onze meses por uma causa
- Setembro de 2005 - Depois de saber dos planos da construção de um edifício-garagem com saída de carros pela rua, o grupo Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho começa suas reuniões
- Novembro de 2005 - É fundada a Associação dos Amigos e Moradores do Bairro Independência, para apoiar a causa
- Dezembro de 2005 - Uma audiência pública para debater o tema reúne centenas de moradores no salão paroquial da Igreja Batista
- Janeiro de 2006 - Morre o cirurgião-dentista Haeni Ficht, fundador da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência e principal líder do movimento
- Janeiro de 2006 - Com alterações no projeto, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente emite a licença de instalação para o início das obras, mas o Ministério Público afirma que analisará a validade da licença
- Junho de 2006 - Fundação Pablo Kómlos confirma a desistência da instalação do teatro junto ao Shopping Total
Gabriel Brust - jornal Zero Hora (14/7/2006)
Foram 11 meses de debates acalorados. Há tempos não se via um tema apaixonar tanto moradores e freqüentadores dos bairros Floresta e Independência. De um lado, quem defendia a instalação do novo teatro da Ospa no estacionamento do Shopping Total. Do outro, quem temia pela preservação da Rua Gonçalo de Carvalho, caso a construção fosse erguida.
No dia 9 de junho, finalmente veio o desfecho. Por meio de um ofício endereçado à Procuradora da República Suzete Bragagnolo, a Fundação Pablo Kómlos, responsável pela captação de verbas para a construção do novo teatro, comunicou a desistência do projeto.
A notícia foi comemorada por moradores da Rua Gonçalo de Carvalho, que consideram a vitória um marco na luta por manter a via livre da poluição e da expansão imobiliária na região. Mas, acima de tudo, os meses de manifestações contra a construção do teatro da Ospa e de seu edifício-garagem no bairro mostram o poder de mobilização dos moradores.
- É uma prova de que o caminho da vizinhança é a melhor maneira de encaminhar reivindicações. Outro ponto importante é que trata-se de um resultado independente da ação dos políticos. Muitos de nós julgávamos impossível esta conquista - afirma Marcelo Ruas, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do bairro Independência (Amabi).
Conquista para uns, perda para outros. Entidades comerciais lamentaram não mais contar com um empreendimento que poderia tornar a região um pólo cultural.
- A decepção é grande. Estávamos vislumbrando mais empregos e oportunidades para a região enquanto defendíamos esse projeto. Mas já estamos avaliando a possibilidade de novos empreendimentos se instalarem no bairro - diz o presidente da Associação da Cristóvão Colombo, Beto Rigotti.
O atraso na liberação da Licença de Instalação pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente foi o motivo alegado pelo presidente da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Ivo Nesralla, para a desistência do projeto.
- Perdi o tempo hábil para captação de verbas junto Ministério da Cultura - justifica Nesralla.
Segundo a assessoria de imprensa da Ospa, no entanto, outros dois motivos foram preponderantes na decisão: a oposição constante dos moradores da Rua Gonçalo de Carvalho - que recorreram ao Ministério Público - e questões relativas à origem privada do terreno. O segundo item comprova a tese defendida pelos moradores e pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil desde o início. O emprego de dinheiro público em um terreno que não pertence ao Estado dificultaria a captação de verbas por meio da Lei Rouanet.
Após a primeira vitória, a recém-criada Amabi pretende continuar lutando por melhorias para o bairro. Uma delas já foi obtida: a colocação da câmera da vigilância na esquina da Santo Antônio com a Cristóvão Colombo, ponto considerado rota de fuga de assaltantes. Quanto ao novo teatro da Ospa, deverá ser construído na orla do Guaíba, como previa o projeto inicial. Para a Gonçalo de Carvalho, um futuro com menos turbulências está guardado. A rua agora é reconhecida como patrimônio histórico, cultural, ambiental e ecológico da cidade. Se daqui a alguns anos, o túnel verde da via ainda encobrir a caminhada dos filhos e netos do bairro, estes 11 meses certamente serão lembrados.
No dia 9 de junho, finalmente veio o desfecho. Por meio de um ofício endereçado à Procuradora da República Suzete Bragagnolo, a Fundação Pablo Kómlos, responsável pela captação de verbas para a construção do novo teatro, comunicou a desistência do projeto.
A notícia foi comemorada por moradores da Rua Gonçalo de Carvalho, que consideram a vitória um marco na luta por manter a via livre da poluição e da expansão imobiliária na região. Mas, acima de tudo, os meses de manifestações contra a construção do teatro da Ospa e de seu edifício-garagem no bairro mostram o poder de mobilização dos moradores.
- É uma prova de que o caminho da vizinhança é a melhor maneira de encaminhar reivindicações. Outro ponto importante é que trata-se de um resultado independente da ação dos políticos. Muitos de nós julgávamos impossível esta conquista - afirma Marcelo Ruas, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do bairro Independência (Amabi).
Conquista para uns, perda para outros. Entidades comerciais lamentaram não mais contar com um empreendimento que poderia tornar a região um pólo cultural.
- A decepção é grande. Estávamos vislumbrando mais empregos e oportunidades para a região enquanto defendíamos esse projeto. Mas já estamos avaliando a possibilidade de novos empreendimentos se instalarem no bairro - diz o presidente da Associação da Cristóvão Colombo, Beto Rigotti.
O atraso na liberação da Licença de Instalação pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente foi o motivo alegado pelo presidente da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Ivo Nesralla, para a desistência do projeto.
- Perdi o tempo hábil para captação de verbas junto Ministério da Cultura - justifica Nesralla.
Segundo a assessoria de imprensa da Ospa, no entanto, outros dois motivos foram preponderantes na decisão: a oposição constante dos moradores da Rua Gonçalo de Carvalho - que recorreram ao Ministério Público - e questões relativas à origem privada do terreno. O segundo item comprova a tese defendida pelos moradores e pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil desde o início. O emprego de dinheiro público em um terreno que não pertence ao Estado dificultaria a captação de verbas por meio da Lei Rouanet.
Após a primeira vitória, a recém-criada Amabi pretende continuar lutando por melhorias para o bairro. Uma delas já foi obtida: a colocação da câmera da vigilância na esquina da Santo Antônio com a Cristóvão Colombo, ponto considerado rota de fuga de assaltantes. Quanto ao novo teatro da Ospa, deverá ser construído na orla do Guaíba, como previa o projeto inicial. Para a Gonçalo de Carvalho, um futuro com menos turbulências está guardado. A rua agora é reconhecida como patrimônio histórico, cultural, ambiental e ecológico da cidade. Se daqui a alguns anos, o túnel verde da via ainda encobrir a caminhada dos filhos e netos do bairro, estes 11 meses certamente serão lembrados.
Onze meses por uma causa
- Setembro de 2005 - Depois de saber dos planos da construção de um edifício-garagem com saída de carros pela rua, o grupo Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho começa suas reuniões
- Novembro de 2005 - É fundada a Associação dos Amigos e Moradores do Bairro Independência, para apoiar a causa
- Dezembro de 2005 - Uma audiência pública para debater o tema reúne centenas de moradores no salão paroquial da Igreja Batista
- Janeiro de 2006 - Morre o cirurgião-dentista Haeni Ficht, fundador da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência e principal líder do movimento
- Janeiro de 2006 - Com alterações no projeto, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente emite a licença de instalação para o início das obras, mas o Ministério Público afirma que analisará a validade da licença
- Junho de 2006 - Fundação Pablo Kómlos confirma a desistência da instalação do teatro junto ao Shopping Total
Gabriel Brust - jornal Zero Hora (14/7/2006)
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