Primeira rua declarada Patrimônio Ambiental de Porto Alegre
04 julho 2006
Agora, é OFICIAL
A Fundação Pablo Komlós (OSPA) desiste de construir seu teatro e o respectivo EDIFÍCIO-GARAGEM no estacionamento do Shopping Total. A Rua Gonçalo de Carvalho seus vizinhos e amigos, liderados pela AMABI - Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência venceram esta batalha!!!
29 junho 2006
VITÓRIA
Jornal Zero Hora - 29 de junho de 2006 publica:
Cultura
Ospa pode se instalar à beira do Guaíba
Fundação negocia a construção da sede em área vizinha ao Estaleiro Só
Entenda o caso
Cultura
Ospa pode se instalar à beira do Guaíba
Fundação negocia a construção da sede em área vizinha ao Estaleiro Só
A beira do Guaíba é o provável destino do novo teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). A Fundação Ospa (Fospa) negocia para construir sua nova sede - que incluiria uma sala de concertos com capacidade para 1,5 mil pessoas - em área vizinha ao Estaleiro Só, próximo à Fundação Iberê Camargo.
Representantes da orquestra e dos proprietários do terreno do estaleiro são cautelosos sobre o projeto, mas admitem que o assunto já foi tratado em reuniões preliminares. O presidente da Fospa, Ivo Nesralla, diz que o assunto depende também de negociações com a prefeitura e confirma que a hipótese de construir o teatro junto ao Shopping Total está "praticamente descartada", depois de três anos de impasses.
A nova sede da Ospa seria erguida no estacionamento do shopping da Avenida Cristóvão Colombo - um antigo projeto, descartado, previa o teatro no Cais do Porto. Mas a obra no bairro Floresta sequer começou. Projetada em 2003, a construção só foi autorizada formalmente pela prefeitura no ano passado. Devido à pressão de um grupo de moradores do bairro - em especial, da Rua Gonçalo de Carvalho, vizinha ao shopping -, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) só deu a liberação para o início dos trabalhos em março deste ano. A possibilidade de novos enfrentamentos com a comunidade, que recorreu até ao Ministério Público para barrar o projeto, levou Nesralla a procurar outras alternativas.
O projeto, orçado inicialmente em R$ 10 milhões, prevê uma sala de concertos inédita no Estado, específica para música sinfônica. O teatro é uma das principais metas da atual gestão da Ospa e é considerado fundamental para tornar a orquestra uma das mais destacadas da América do Sul. O custo total será recalculado.
Projeto vem sendo avaliado em reuniões com a prefeitura
- Teremos de captar todos os recursos de novo. Mas vamos fazer esse teatro. O projeto, que era o mais caro, já está pago - afirma Nesralla.
O novo teatro poderá ser construído em um terreno público contíguo à área do Estaleiro Só, adquirido no ano passado pela empresa SVB Empreendimentos. O arquiteto Jorge Debiagi, contratado pela SVB para estudar o aproveitamento do local, adianta que a idéia é transformar o terreno, hoje ocupado por depósitos abandonados, em um complexo de lazer. O projeto vem sendo avaliado em reuniões com a prefeitura e com a Câmara e deverá ser concluído em detalhes nos próximos 30 dias.
- Se confirmarmos o Teatro da Ospa ali, será criado um grande local para Porto Alegre, próximo à sede da Fundação Iberê Camargo (obra em andamento na Avenida Padre Cacique, com previsão de inauguração em 2007). Essa idéia tem tudo para se afinar - diz Debiagi.
Representantes da orquestra e dos proprietários do terreno do estaleiro são cautelosos sobre o projeto, mas admitem que o assunto já foi tratado em reuniões preliminares. O presidente da Fospa, Ivo Nesralla, diz que o assunto depende também de negociações com a prefeitura e confirma que a hipótese de construir o teatro junto ao Shopping Total está "praticamente descartada", depois de três anos de impasses.
A nova sede da Ospa seria erguida no estacionamento do shopping da Avenida Cristóvão Colombo - um antigo projeto, descartado, previa o teatro no Cais do Porto. Mas a obra no bairro Floresta sequer começou. Projetada em 2003, a construção só foi autorizada formalmente pela prefeitura no ano passado. Devido à pressão de um grupo de moradores do bairro - em especial, da Rua Gonçalo de Carvalho, vizinha ao shopping -, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) só deu a liberação para o início dos trabalhos em março deste ano. A possibilidade de novos enfrentamentos com a comunidade, que recorreu até ao Ministério Público para barrar o projeto, levou Nesralla a procurar outras alternativas.
O projeto, orçado inicialmente em R$ 10 milhões, prevê uma sala de concertos inédita no Estado, específica para música sinfônica. O teatro é uma das principais metas da atual gestão da Ospa e é considerado fundamental para tornar a orquestra uma das mais destacadas da América do Sul. O custo total será recalculado.
Projeto vem sendo avaliado em reuniões com a prefeitura
- Teremos de captar todos os recursos de novo. Mas vamos fazer esse teatro. O projeto, que era o mais caro, já está pago - afirma Nesralla.
O novo teatro poderá ser construído em um terreno público contíguo à área do Estaleiro Só, adquirido no ano passado pela empresa SVB Empreendimentos. O arquiteto Jorge Debiagi, contratado pela SVB para estudar o aproveitamento do local, adianta que a idéia é transformar o terreno, hoje ocupado por depósitos abandonados, em um complexo de lazer. O projeto vem sendo avaliado em reuniões com a prefeitura e com a Câmara e deverá ser concluído em detalhes nos próximos 30 dias.
- Se confirmarmos o Teatro da Ospa ali, será criado um grande local para Porto Alegre, próximo à sede da Fundação Iberê Camargo (obra em andamento na Avenida Padre Cacique, com previsão de inauguração em 2007). Essa idéia tem tudo para se afinar - diz Debiagi.
Entenda o caso
- Ao assumir o comando da Ospa, em 2003, o cardiologista Ivo Nesralla opta por criar um novo projeto para o teatro da orquestra, abandonando o antigo, que previa a construção no cais do porto. Desde 1984, a Ospa aluga o antigo Teatro Leopoldina, na Av. Independência.
- Sete locais foram considerados para o novo teatro. O escolhido foi o Shopping Total, na Cristóvão Colombo, que cedeu um terreno para construção da sala sinfônica e de um edifício garagem com sete andares.
- No ano passado, moradores da Rua Gonçalo de Carvalho, que passa atrás do shopping, manifestam-se contra a construção do edifício-garagem e a saída de estacionamento pela via, com apoio de entidades como Agapan e IAB.
- Depois de uma audiência pública, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) liberou em janeiro a construção do teatro, com ressalvas arquitetônicas. Mas, temendo novo impasse com os moradores e com o Ministério Público, que iria monitorar a obra, a Fundação Ospa começa a buscar outro lugar para o teatro e negocia com os proprietários do Estaleiro Só.
28 junho 2006
OSPA no Estaleiro Só?
Nova Ospa
Depois de muitas andanças e mudanças, tudo indica que o novo prédio do Teatro da Ospa será construído no Estaleiro Só, perto do Museu Iberê Camargo, ali na beira do Guaíba. Já não era sem tempo de a cidade começar a se voltar para as margens do rio.
Jornal Zero Hora, Segundo Caderno, Coluna RS Vip
Sobre o Estaleiro Só:
O Estaleiro Só, uma área com mais de 50 mil metros quadrados junto ao Guaíba, na zona Sul da capital, está desativado desde 1995. Na tentativa de dar uma utilização à área, já ocorreram dois leilões, o primeiro em março de 1999 e o segundo em dezembro do mesmo ano. Ambos fracassaram por falta de interessados na compra do terreno, avaliado atualmente em R$ 17 milhões, aproximadamente. Um novo leilão deverá ocorrer até maio deste ano.
Atualmente, cerca de 600 ex-funcionários aguardam a venda do terreno na esperança de verem quitadas suas dívidas trabalhistas que somam cerca de R$ 14 milhões, entre pagamento de salários, décimo-terceiro, e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. O terreno escriturado compreende cerca de 42 mil m2. O Estaleiro possui ainda mais 14 mil m2 provenientes de áreas aterradas no local.
Entre os motivos pela falta de interesse dos compradores estavam as dívidas da companhia, cuja falência foi decretada em 1995, além da ausência de uma regulamentação urbana para a área. Através da lei complementar nº 470/02, que passou a vigorar em 2 de janeiro deste ano, a Prefeitura de Porto Alegre definiu o regime urbanístico a ser adotado no Estaleiro Só.
O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) define a área como espaço especial. Isto designa os proprietários a promover no local somente atividades de interesse cultural, turístico e paisagístico. A lei define que o percentual destinado à área pública será constituído por um parque urbano com acessibilidade pública, de responsabilidade do proprietário e de acordo com o projeto aprovado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, privilegiando a integração da população com o Guaíba e seu acesso a toda orla pertencente à gleba.
Serão permitidos no local o comércio varejista - com exceção de depósitos ou postos de revenda de gás -, funerárias e postos de abastecimento que não estejam vinculados à atividade náutica. A área ainda poderá ser ocupada por serviços vinculados à atividade náutica e os considerados especiais, como arenas esportivas e marinas.
A preocupação da comunidade porto-alegrense e do poder público municipal até então vem sendo com a preservação do espaço físico da área e sua destinação pública. Pouco tem se discutido sobre o potencial cultural e histórico que se revela no Estaleiro Só, que conta parte da história da indústria no Rio Grande do Sul.
Ele foi fundado na metade do século XIX, em 1850, época em que Porto Alegre não poderia ser considerada mais do que uma aldeia, por Antonio Henriques da Fonseca, João Ribeiro Henriques e José Manuel da Silva Só. Tratava-se, no entanto, da primeira ferraria e fundição que se tem notícia na capital, estabelecida na esquina da Rua Uruguai com a Praça Montevidéo, no coração de Porto Alegre. Em 1900, depois de várias alterações societárias, passou a se chamar Só e Filhos e, posteriormente, Só e Cia., mudando, também, diversas vezes de endereço.
Produziram ferros, sinos para igrejas, tachos de cobre e, durante a guerra do Paraguai, forneceram bocais, estribos e cornetas para o exército em operação. Neste período, parece ter se desenhado a vocação da empresa, que também passou a fazer reparos na frota naval da Marinha Brasileira.
Nas últimas décadas, estabeleceu-se finalmente como sociedade anônima, adotando o nome de Estaleiro Só S.A. Depois de já constituído como um estaleiro, produziu mais de 170 embarcações, cerca de 30 modelos de navios, entre eles ferry-boats, navios-tanque, baleeiras, rebocadores, iates e pesqueiros. Seu apogeu ocorreu durante a década de 70, do século XX. Neste período, chegou a contabilizar cerca de 3 mil funcionários.
Os anos 80, no entanto, foram implacáveis com o setor naval no Brasil, que sofreu um forte declínio, principalmente devido à falta de financiamentos. O Estaleiro Só iniciou, então, um processo de diversificação de suas atividades, abrindo uma divisão de metal-mecânica, destinada à fabricação e pré-montagem de caldeiraria pesada, semi-pesada e leve. Esta iniciativa, que chegou a dar uma sobrevida ao empreendimento, não foi suficiente para mantê-lo ativo nos anos que se seguiram.
Atualmente, cerca de 600 ex-funcionários aguardam a venda do terreno na esperança de verem quitadas suas dívidas trabalhistas que somam cerca de R$ 14 milhões, entre pagamento de salários, décimo-terceiro, e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. O terreno escriturado compreende cerca de 42 mil m2. O Estaleiro possui ainda mais 14 mil m2 provenientes de áreas aterradas no local.
Entre os motivos pela falta de interesse dos compradores estavam as dívidas da companhia, cuja falência foi decretada em 1995, além da ausência de uma regulamentação urbana para a área. Através da lei complementar nº 470/02, que passou a vigorar em 2 de janeiro deste ano, a Prefeitura de Porto Alegre definiu o regime urbanístico a ser adotado no Estaleiro Só.

O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) define a área como espaço especial. Isto designa os proprietários a promover no local somente atividades de interesse cultural, turístico e paisagístico. A lei define que o percentual destinado à área pública será constituído por um parque urbano com acessibilidade pública, de responsabilidade do proprietário e de acordo com o projeto aprovado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, privilegiando a integração da população com o Guaíba e seu acesso a toda orla pertencente à gleba.
Serão permitidos no local o comércio varejista - com exceção de depósitos ou postos de revenda de gás -, funerárias e postos de abastecimento que não estejam vinculados à atividade náutica. A área ainda poderá ser ocupada por serviços vinculados à atividade náutica e os considerados especiais, como arenas esportivas e marinas.
A preocupação da comunidade porto-alegrense e do poder público municipal até então vem sendo com a preservação do espaço físico da área e sua destinação pública. Pouco tem se discutido sobre o potencial cultural e histórico que se revela no Estaleiro Só, que conta parte da história da indústria no Rio Grande do Sul.
Ele foi fundado na metade do século XIX, em 1850, época em que Porto Alegre não poderia ser considerada mais do que uma aldeia, por Antonio Henriques da Fonseca, João Ribeiro Henriques e José Manuel da Silva Só. Tratava-se, no entanto, da primeira ferraria e fundição que se tem notícia na capital, estabelecida na esquina da Rua Uruguai com a Praça Montevidéo, no coração de Porto Alegre. Em 1900, depois de várias alterações societárias, passou a se chamar Só e Filhos e, posteriormente, Só e Cia., mudando, também, diversas vezes de endereço.
Produziram ferros, sinos para igrejas, tachos de cobre e, durante a guerra do Paraguai, forneceram bocais, estribos e cornetas para o exército em operação. Neste período, parece ter se desenhado a vocação da empresa, que também passou a fazer reparos na frota naval da Marinha Brasileira.
Nas últimas décadas, estabeleceu-se finalmente como sociedade anônima, adotando o nome de Estaleiro Só S.A. Depois de já constituído como um estaleiro, produziu mais de 170 embarcações, cerca de 30 modelos de navios, entre eles ferry-boats, navios-tanque, baleeiras, rebocadores, iates e pesqueiros. Seu apogeu ocorreu durante a década de 70, do século XX. Neste período, chegou a contabilizar cerca de 3 mil funcionários.
Os anos 80, no entanto, foram implacáveis com o setor naval no Brasil, que sofreu um forte declínio, principalmente devido à falta de financiamentos. O Estaleiro Só iniciou, então, um processo de diversificação de suas atividades, abrindo uma divisão de metal-mecânica, destinada à fabricação e pré-montagem de caldeiraria pesada, semi-pesada e leve. Esta iniciativa, que chegou a dar uma sobrevida ao empreendimento, não foi suficiente para mantê-lo ativo nos anos que se seguiram.
Fonte: Blog do Guiarony
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